Um estranho na tempestade da mente
# A Promessa Sombria A chuva batia forte nas janelas do loft, isolando Helena e Ricardo do mundo lá fora. O ar estava carregado com o cheiro de terra molhada e algo mais, algo elétrico. Helena, com seus curvas generosas realçadas pela penu
Capítulo 1
A chuva batia forte nas janelas do loft, isolando Helena e Ricardo do mundo lá fora. O ar estava carregado com o cheiro de terra molhada e algo mais, algo elétrico. Helena, com seus curvas generosas realçadas pela penumbra, enroscava-se no sofá de couro, mas seus olhos escuros brilhavam com uma inquietação divertida.
Ricardo, alto e imponente mesmo em repouso, observava-a do balcão da cozinha. Seus lábios carnudos esboçaram um sorriso lento. "Você ainda está pensando nisso, não é?", sua voz era um baixo suave que competia com o som da tempestade.
Ela mordeu o lábio, um gesto travesso. "Em quê?"
"Na sua fantasia." Ele se aproximou, a silhueta muscular bloqueando a luz fraca da lareira. "A do estranho. Do homem que você vê, mas nunca toca."
O coração de Helena acelerou. Era um jogo perigoso que eles flertavam em segredos sussurrados após o sexo. Ricardo parou diante dela, seus dedos traçando a linha do maxilar dela, sem tocar a pele. "Um dia concretizamos isso ?" disse Ricardo sorrindo enquanto saia da sala .
O som da conexão sendo desligada ecoou no silêncio do seu escritório. A tela do laptop ficou escura, refletindo seu rosto pálido, marcado pela frustração. As palavras do cliente, “acho que consegue melhor que isto,espero que faça bem melhor ,sei que consegue ,e acredito nas suas capacidades ,tem uma semana para fazer nova apresentação, tenha um bom fim de semana e vemos-nos em breve ”, as palavras giravam em sua cabeça como uma sentença. Seus grandes seios, confinados sob o sutiã e a blusa social, subiam e desciam com uma respiração ofegante. Ela sabia o que aquilo significava. Dois strikes. Se não conseguisse na terceira tentativa, a conta—importante, lucrativa—seria para outro. O fantasma do fracasso profissional era um afrodisíaco estranho e amargo, mas ali, na solidão do seu escritório, ele se misturava à tensão sexual que ainda a habitava desde a conversa com Ricardo.
Ela levantou, andando até a janela. A cidade lá fora pulsava sob uma tarde cinzenta. Seus dedos tocaram o tecido do vestido que vestira por cima da lingerie sexy, lembrando a sensação do toque de Ricardo . Precisava de uma fuga. Precisava recuperar o controle. Sua mão deslizou para entre as suas pernas . Um suspiro escapou-lhe quando fez pressão. A fantasia do estranho, estava na sua mente; era um escape para fugir ao stress do momento .
Foi quando decidiu que, chegando para aquele dia, tinha que recarregar energias e sair ; nada como um fim de semana para pôr as ordens em dia. A visão daquele cliente estava na sua mente; ela até o achava charmoso e atraente, mas estava desanimada por sua teimosia diante da apresentação .
Tinha que telefonar a Ricardo . Ligou enquanto se dirigia para o seu carro .
"Oi amor, tudo bem? , atrasei-me um pouco no escritório estou a sair agora 20 m estou em casa "
“Olá, sexy ,tudo bem?” Sua voz surgiu como sempre, “presentindo a sua voz embaixo ”.
Nice sussurrou ao telemóvel, com seus olhos brilhando com uma mistura de raiva e desejo que Ricardo não podia ver . “Nem por isso ,mas nada que nao posso resolver O cliente não gostou,De novo.!”
Ele entendeu imediatamente. Viu a vulnerabilidade nela, aquela que sempre os excitava.. “Ele não sabe o que está perdendo, não se preocupa, não, olha, nem pensa nisso, vem para casa que hoje tenho uma surpresa .” Surpresa ?", perguntou Nice.
A frase era uma isca. "Sim, surpresa, e sobre o que temos falado de sua fantasia, não posso adiantar mais; não vai dar para cancelar, vai ter que confiar, mas hoje tratei de tudo; vai acontecer.
Nice retraiu-se, inclinou a cabeça para trás, expondo o pescoço comecou a sentir uns suores e sua respiracao ficou mais pesada ,Seu coração batia forte enquanto conduzia para casa , não mais de ansiedade, mas de antecipação. O trabalho, o cliente, o chefe—tudo se dissolveu no campo elétrico que Ricardo criava ao seu redor.
Ela anuiu, quase imperceptivelmente
Capítulo 2
O ar em casa parecia diferente, mais denso. As luzes estavam baixas, velas aromáticas perfumavam o espaço com notas de sândalo e baunilha. Ricardo estava à sua espera no meio da sala, com um sorriso calmo e os olhos brilhando.
Dando-lhe a mão e abraçando-a, "Relaxa", disse ele, sua voz um fio de seda que percorreu a espinha dela.
Helena, ainda com o coração acelerado pela frustração do trabalho, sentiu a realidade se desfocar. O desejo, aquela fera adormecida, começou a despertar. Ela deixou a bolsa cair no chão.
“Conta-me, então. Mais ou menos o que tens preparado?” perguntou, aproximando-se com passos lentos.
Ele não respondeu com palavras. Em vez disso, estendeu a mão, mostrando-lhe um pedaço de seda preta, macia e opaca. Uma venda.
“Vais ter de confiar em mim”, sussurrou, e a seriedade em seu tom dissipou qualquer último vestígio de dúvida. Era uma promessa. A fantasia estava prestes a deixar o reino das palavras.
Uma onda de calor subiu pelo corpo de Helena, concentrando-se entre as suas pernas. A ideia da cegueira, da entrega total, fez os seus seios pesarem sob o tecido do vestido. Ela anuiu, uma única vez, e virou-se dizendo: "Mas já?", Relaxa; ainda temos algum tempo. Tome seu banho." Os dedos de Ricardo passavam por sua nuca, afastando os cabelos castanhos.
Depois de tomar banho e enquanto se vestia em seu quarto, pareceu-lhe ouvir um barulho lá fora, e foi quando Ricardo entrou no quarto: "Fica calma , eu vou estar sempre aqui." Ele chegou. Confia em mim, eu sei que é alguém com quem você concorda." Nice pensou afinal de contas em suas conversas com Ricardo ela ja tinha mencionado alguns homens que ela poderia considerar e achava intressantes ,Havia o empregado de mesa de um dos restaurantes que frequentavam alto moreno e sempre muito sorridente ,quando os via la' nao tirava os olhos da mesa sempre a ver quando os copos ficavam vazios para se aproximar e encher de novo o copo ,Tinha o rapaz bem parecido que tratava da piscina da casa ao lado ,sempre com aqueles calcoes e sem a camisa mostrando aqueles musculos , mas depois pensou ,nao Ricardo nao iria falar com alguem que nos cruzavamos de vez enquando quem seria enquanto ficava com um arrepio .
O toque da seda contra a sua pele foi fresco e decisivo. O mundo exterior desapareceu. Primeiro, a luz amarelada das velas. Depois, as formas dos móveis. Por fim, até a própria silhueta de Ricardo se tornou uma memória. Restaram apenas os sons: a sua respiração controlada, o crepitar distante de uma vela, o bater do seu próprio coração.
As mãos dele pousaram em seus ombros, firmes e quentes, guiando-a para frente. “Agora”, murmurou ele, o hálito quente contra a sua orelha, “o jogo começa. E ele já está aqui.”
Um bater. O som de uma porta a fechar? Ou apenas a sua imaginação a preencher os vazios? O medo misturou-se com a excitação, uma combinação eletrizante. Ela não sabia para onde estava a ser levada, nem quem mais poderia estar na sala. Sabia apenas que estava nas mãos de Ricardo. E que, pela primeira vez naquele dia, não precisava de controlar nada.
O coração de Nice parecia querer escapar pelo peito. Estamos mesmo a fazer isto?, a pergunta martelava em sua mente, misturada à corrente elétrica de excitação que percorria suas veias. Ricardo estava excitado com isso. Ela também. Mas a realidade daquela promessa, agora materializada em outra presença na sala, era de uma densidade assustadora.
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A seda preta era um véu absoluto. Helena não via nada, mas sentia tudo: o piso de madeira sólido sob seus pés descalços, o ar mais fresco do saguão, o peso do próprio pulso acelerado. A mão de Ricardo em seu cotovelo era a única âncora, firme e orientadora. Ele a conduziu alguns passos adiante antes de parar.
Um som. O leve arrastar de um pé contra o tapete. Alguém respirando, mais perto do que ela imaginava. Uma fragrância distinta invadiu seu espaço—um amadeirado limpo, com um toque de suor salgado. Não era o perfume de Ricardo.
A mão que então pousou em seu ombro não era a de Ricardo. Era mais larga, a palma áspera, os dedos fortes. O toque foi hesitante, quase reverente, antes de se firmar. Nice travou a respiração. O instinto gritou para ela recuar, mas o desejo, mais profundo e negro, prendeu-a no lugar. Seus mamilos endureceram de imediato, raspando dolorosamente contra o tecido fino do vestido.
“Pode tocá-la”, a voz de Ricardo veio de algum lugar à sua direita, calma, mas com uma ressonância rouca que denunciava sua própria tensão. “Ela quer sentir.”
Os dedos do estranho deslizaram pela curva de seu ombro, para baixo, ao longo do seu braço. A pele de Nice ficou arrepiada no rastro desse contacto. Ele não falava. A comunicação era apenas tátil, crua. A mão dele encontrou a sua cintura, contornou-a, e depois subiu, devagar, até o lado de seu seio. Nice soltou um gemido abafado quando a palma quente cobriu a curva generosa, o polegar esfregando o mamilo duro através do tecido.
“Bonita”, uma voz finalmente saiu dele. Baixa, áspera, e estranhamente familiar. Era uma voz que ela tinha ouvido antes, em um contexto totalmente diferente, mas sua mente, inundada de adrenalina e prazer, não conseguia capturar a memória.
Ricardo observava. Nice conseguia sentir o olhar dele sobre eles, pesado como um cobertor. A ideia de que ele estava ali, testemunhando, entregando-a a outro, era o combustível mais potente. O estranho usou ambas as mãos agora, moldando seus seios, apertando com uma força que fazia Nice arquear as costas e ofegar.
“Ricardo…”, ela gemeu, um apelo e uma confirmação.
“Estou aqui, sexy”, ele respondeu, mais perto agora. Sua mão tocou o rosto dela, um contraste suave com as mãos abrasadoras do outro homem. “Está gostando? Sente o que ele quer de você?”
Ela sentia. A protuberância dura que agora se pressionava contra as suas costas, através das roupas dele, era uma resposta inequívoca. O estranho puxou-a para trás, contra o corpo dele, e seu hálito quente atingiu o pescoço dela. Os lábios dele encontraram a pele logo abaixo da orelha—um beijo, depois uma mordida suave que fez Nice tremer.
Ela estava encurralada entre dois fogos: o toque possessivo e desconhecido às suas costas, e a presença vigilante e permissiva de Ricardo à sua frente. A venda não era mais um bloqueio; era uma intensificação. Cada toque, cada respiração, cada cheiro era amplificado. A sala desaparecera. Existiam apenas corpos, calor e a promessa sombria de algo mais. O medo transformara-se em pura antecipação líquida, e Nice percebeu, com um choque íntimo, que estava completamente molhada.
Capítulo 3
Os lábios do estranho eram uma linha de fogo percorrendo o pescoço de Nice. Suas mãos largas a mantinham imóvel, cravadas em seus quadris, enquanto a boca descia com uma paciência excruciante.
Ele parou na curva de seu seio, a boca quente envolvendo o tecido fino do vestido, o calor da língua um contraste úmido. Nice gemeu, a cabeça rolando para trás contra o ombro dele. Através da venda, ela sentia o olhar de Ricardo como um toque físico, intenso e abrasador.
Um rasgo súbito e o ar frio acariciou sua pele. O sutiã cedeu. A boca do estranho encontrou seu mamilo sem barreiras—úmida, voraz, sugando com uma pressão que fez suas pernas fraquejarem. Um jato de prazer líquido correu direto para seu centro, e ela sentiu a umidade crescer, escorrendo pelas coxas.
Como se sentisse, o homem baixou-se, seus joelhos encontrando o chão com um som abafado. As mãos dele subiram por suas panturrilhas, a parte interna das coxas, abrindo-a com uma insistência rouca. O vestido foi erguido até sua cintura.
Os dedos dele, não do estranho, tocaram-na então. Dois dedos de Ricardo deslizaram pela sua fenda, coletando a umidade, esfregando o núcleo inchado com uma precisão íntima que a fez estremecer.
“Ela está pronta para você”, Ricardo sussurrou, e a promessa naquela frase era uma coisa suja e linda.
O ar quente contra sua pele exposta foi o primeiro aviso. Depois, a língua.
Larga, plana, uma lambida lenta e completa do seu cóccix até o clitóris. Nice gritou, seus dedos se enterrando nos cabelos do homem a seus pés. Não era a língua cuidadosa de Ricardo. Era diferente—mais insistente, menos polida, totalmente devotada à tarefa.
Ele a abria com os polegares, e sua boca se fixou em seu clitóris, sugando com uma força quase brutal. Gemidos guturais saíam dele, vibrando contra sua carne sensível. Nice cambaleou, sustentada apenas pelas mãos dele em suas coxas e pela presença fantasmagórica de Ricardo diante dela.
Ricardo não a tocava mais. Apenas falava. Palavras baixas e pesadas que pingavam em seu ouvido como mel quente.
“Ele está bebendo de você… está vendo como você gosta? Como sua buceta treme… Você está pingando na boca dele, Nice.
Cada palavra era um estímulo, uma permissão, abria toda a sua inibição. A língua do estranho penetrava-a agora, ritmada e profunda, enquanto os dedos dele massageavam os seus seios e mamilos sensíveis. A pressão montava, uma maré implacável subindo de sua base. A escuridão da venda concentrava tudo no sentir—no calor, na umidade, no som das lambidas e nos sussurros depravados de seu homem.
Ela estava à beira, pairando sobre um abismo de puro sentido, sustentada por duas vontades que a consumiam por caminhos diferentes. O orgasmo aproximava-se como um trovão distante, e Nice sabia que, quando ele chegasse, nada seria igual.
Capítulo 4
A sentença, sussurrada no seu ouvido por Ricardo enquanto a língua do estranho ainda trabalhava seu clitóris, foi como um choque de adrenalina direto em seu centro. “Você quer ele dentro de você, não é? Quer sentir o tamanho dele abrindo você por trás.”
A resposta de Nice foi um gemido longo e estrangulado, um “sim” dilacerado que era tanto uma admissão quanto uma súplica. Seus quadris empurraram involuntariamente para trás, procurando uma penetração que ainda não chegava.
O estranho pareceu entender. Sua boca se afastou de seu sexo, deixando-a úmida e latejante ao ar frio. Os dedos da mão dele, que até então massageavam o seio de Nice, desceram num movimento rápido e fluido. Eles deslizaram entre suas pernas, pelas coxas ainda trêmulas, e encontraram a umidade quente e abundante que ele mesmo criara. Seus dedos, grosseiros e decididos, pressionaram sua abertura, esfregando-se contra ela antes de deslizarem para cima, coletando o mel e espalhando-o de volta até seu clitóris inchado.
Nice prendeu a respiração. A sensação da mão dele ali, trabalhando-a com uma intimidade brutal enquanto Ricardo observava e sussurrava obscenidades, era quase demais.
"Ela esta bem aberta e molhada ", o estranho falou pela primeira vez em voz alta, a voz áspera se misturando à de Ricardo. "Toda pronta."
Helena sentiu ele se levantar atrás dela. As mãos dele, molhadas da umidade dela, agarraram seus quadris com uma firmeza possessiva. Ele a puxou para trás, alinhando seu corpo com o dele. Através das roupas, ela sentiu a protuberância imensa, dura e quente pressionando contra as nádegas.
Ricardo se aproximou mais, sua frente colada às costas de Nice. Sua respiração era um sopro quente em seu pescoço. "É uma pura confirmação, amor. Você está tremendo. Pode sentir o que vai acontecer?" Sua mão desceu, passando pela barriga dela, até se juntar à mão do estranho. Ricardo guiou os dedos dele, mostrando-lhe como pressionar contra aquele pequeno nó de nervos. "Ele Vai te abrir e te encher. E você vai gozar. É isso que você quer?"
A venda de seda estava embebida de lágrimas de prazer. Nice não conseguia falar, só acenar freneticamente, seu corpo uma corda esticada ao limite. Ela queria. Queria a invasão, a posse dupla, a sensação de ser o centro de um turbilhão de desejo tão intenso que apagaria o mundo inteiro, apagaria a frustração do dia, apagaria tudo menos aquela sinfonia de toques, cheiros e promessas sujas.
A voz do estranho soou novamente, um rosnado contra seu ombro. "Vira."
As mãos fortes a giraram, posicionando-a de costas para Ricardo. Ela agora estava de frente para o estranho, ainda cega, sentindo o calor do corpo dele emanando. Ele segurou o queixo dela, forçando-a a levantar o rosto. Nice mal conseguia respirar. A antecipação era um fogo físico, consumindo-a por dentro.
Ela sabia o que vinha a seguir. E estava pronta.
Capítulo 5
A mão do estranho na sua nuca não era um gesto de carinho. Era uma afirmação. Ele a pressionou para frente, forçando-a a se curvar sobre o sofá de couro, o rosto enterrado no tecido que ainda guardava o cheiro dela e de Ricardo. As costas ficaram arqueadas, as nádegas erguidas e oferecidas.
Nice estava cega, mas sentia o ar gelado na pele exposta das coxas e das costas. Sentia a umidade do seu próprio sexo escorrendo. E sentia, com uma clareza aterradora, a ponta larga e rochosa do pau dele pressionando sua entrada.
“Estou aqui , amor”, Ricardo sussurrou em seu ouvido, tão perto que seus lábios tocaram a concha dela. Sua voz era uma corda tensa de excitação. “Ele vai entrar agora. Vai sentir cada centímetro.”
Ela gemeu, um som rouco e desesperado que se perdeu no tecido do sofá. O estranho não fez cerimônia. Com um movimento firme e contínuo, ele empurrou.
A intrusão foi imediata e avassaladora. Ele era duro como pedra e grosso de uma forma que Nice não estava preparada, mesmo na sua fantasia mais ousada. O corpo dela tentou recuar, um espasmo involuntário de resistência, mas as mãos dele em seus quadris a mantinham no lugar, e a voz de Ricardo a ancorava na realidade perversa daquilo.
“Isso…”, Ricardo rosnou, sua respiração ofegante. “Olha como ele abre você. Olha como essa buceta molhada aceita.”
O estranho preencheu-a completamente, um preenchimento que ia além do físico, que ocupava espaço na sua mente. Ele ficou parado por um segundo, enterrado até o fim, e Nice conseguiu sentir cada veia, cada pulsação dele dentro de si. Foi uma posse brutal e completa.
Então ele começou a se mover.
Era uma cadência lenta no início, retrações longas e penetrações profundas que faziam o ar fugir dos pulmões de Nice a cada empurrão. O som era úmido e obsceno, e Ricardo não parava de comentar.
“Escuta esse barulho. É o som da tua buceta bem molhada e preenchida . Você gosta, não é? Gosta de se sentir tão aberta.”
As palavras eram como lâminas quentes, cortando os últimos fios da sua inibição. Ela começou a gemer em sincronia com as investidas dele, seu corpo respondendo com uma fome traiçoeira. A mão de Ricardo desceu, seus dedos encontrando o clitóris inchado dela e esfregando com uma pressão cruel e perfeita.
O estranho aumentou o ritmo. As mãos dele agarravam-lhe a cintura com força, puxando-a para trás a cada arremetida, seus quadris batendo contra as nádegas dela com um estalo seco. O mundo se reduziu àquela junção de corpos, à dor-que-virava-prazer da esticada, ao calor do pau dele rasgando seu interior, e à voz de Ricardo pintando cada sensação com cores ainda mais vívidas e proibidas.
Ela estava sendo possuída por dois homens de uma só vez: um pelo corpo, outro pela mente. E no centro desse turbilhão, o orgasmo começou a se formar, uma tempestade iminente alimentada pela dupla humilhação e pelo duplo desejo.
Capítulo 6
A mão que não estava segurando seu quadril se moveu, seus dedos entrelaçando-se no cabelo dela, puxando sua cabeça para trás, arrancando seu rosto do sofá. A voz do estranho, antes um silêncio carnal, finalmente soou, rouca e íntima, soprando contra seu pescoço suado.
“Gosta assim, Nice? Da forma como eu te encho?”
Era uma voz que ela conhecia. Uma voz ouvida em reuniões, ao telefone, dizendo "não está bom" e "precisa melhorar". Uma voz que a deixava ansiosa e, secretamente, excitada. Seu corpo congelou por um milésimo de segundo, o prazer intenso misturando-se a um choque súbito.
Com um gesto brusco, a mão dele soltou seu cabelo e agarrou o nó da venda nos seus olhos, puxando. O tecido cedeu.
A luz do lustre baixo do loft atingiu suas pupilas dilatadas. Ela piscou, desorientada. As costas ainda arqueadas, ainda impalada por ele, seu olhar se focou primeiro no sorriso triunfante de Ricardo, que estava ao lado, de joelhos, observando tudo com olhos ardentes. Então, ela virou a cabeça para trás, para cima, o máximo que a posição permitia.
E viu. Viu o rosto do homem que a possuía. O corte de cabelo impecável, os olhos cinzentos que analisavam planilhas e agora a analisavam a ela, a boca firme que ditava rejeições agora levemente aberta pela respiração ofegante. Era ele. O cliente. O Sr. Armstrong.
“Você…”, a palavra saiu como um sopro rouco, um misto de incredulidade e uma excitação proibida que explodiu em seu peito.
Ricardo riu baixinho, sua mão acariciando a lateral do seio de Nice. “Surpresa, amor. Lembra quando você me contou sobre aquele cliente charmoso que te deixava com raiva e… outras coisas? Tomei a liberdade de fazer uma ligação. Expliquei a… situação. Ele achou a proposta intrigante.”
O Sr. Armstrong enterrou-se ainda mais fundo nela, fazendo-a gemer alto. Seu olhar, sempre tão profissional e distante, agora estava negro de desejo puro. “Sua apresentação pode ser melhorada, Nice”, ele sussurrou, sua boca perto do seu ouvido, imitando o tom de uma reunião de negócios enquanto seus quadris moviam-se em um ritmo implacável. “Mas isso… isso aqui está perfeito.”
A revelação foi um choque elétrico mais potente que qualquer toque. A barreira entre a vida profissional e a mais íntima fantasia desmoronou completamente. O homem que a rejeitava no escritório agora a possuía em casa, com a bênção e participação ativa do seu próprio namorado. A humilhação transformou-se em poder, a submissão em uma colaboração depravada.
“Ele quer ver mais”, Ricardo incentivou, sua voz um comando. “Mostra como você aceita o feedback, Nice. Mostra como você se adapta.”
Ela fechou os olhos por um segundo, engolindo um gemido. Quando os abriu, seu olhar encontrou o do Sr. Armstrong no reflexo de um quadro na parede. E ela sorriu, um sorriso lento e cúmplice. Então, arqueou ainda mais as costas, empurrando os quadris para trás, encontrando o ritmo dele, engolindo cada centímetro com uma entrega que era, em si, uma resposta.
“Está bom assim, senhor Amstrong ?”, ela sussurrou, sua voz carregada de uma malícia que nunca ousara mostrar em uma sala de reuniões.
A resposta dele foi um grunhido baixo e um aumento brutal no ritmo. Ricardo observava, masturbando-se lentamente, seus olhos saltando do rosto de Nice para o ponto onde seus corpos se uniam, completamente dono do espetáculo que orquestrara. A fantasia não apenas se tornara realidade. Ela se tornara algo muito mais complexo, mais sujo e muito, muito mais quente.
Capítulo 7
A revelação tinha sido um choque, mas o corpo de Nice não sabia de hesitações. Apenas de necessidade. O Sr. Armstrong, o cliente, o juiz implacável do seu trabalho, agora era o condutor brutal do seu prazer. Cada investida profunda dele era uma sentença que ela aceitava de corpo e alma.
Foi então que Ricardo se moveu. Ele deixou de ser apenas o espectador e se tornou parte ativa do cerco. Ajoelhou-se na frente do sofá, diante dela, e suas mãos largas e conhecedoras subiram diretamente para os seios generosos de Nice. Ele os agarrou , sentindo o peso e a plenitude, os mamilos duros contra suas palmas.
“Isso, amor,” Ricardo sussurrou, sua boca tão perto do ouvido dela que ela sentia o calor da respiração. “Olha só como ela é nossa. A buceta apertadinha dele… e esses peitos lindos na minha mão.” Suas palavras eram baixas, rastejantes, feitas de pós e posse. Ele apertou os seios com mais força, os moldando, os dedos encontrando os bicos e torcendo-os suavemente . “Hoje é acerca de você ”
Nice gemeu, um som longo e gutural que foi abafado pelo ritmo violento do Sr. Armstrong . A dupla sensação era avassaladora: a fricção profunda e incansável que a preenchia por trás, e a manipulação experiente, possessiva, de Ricardo na frente. Seus mamilos, já supersensíveis, enviaram ondas de prazer agudo que se fundiam com as rajadas mais profundas da penetração. Era uma sobrecarga de estímulos, um circuito de desejo fechado entre os dois homens.
O Sr. Armstrong inclinou-se sobre suas costas, sua respiração ofegante quente em seu pescoço. “Ela está tremendo toda,” ele rosnou, sua voz profissional completamente dissipada, substituída por uma crueza animal. “É isso que você queria, Nice? Ser usada? Ser avaliada por dentro?”
Ricardo riu, um som escuro de cumplicidade. “Ela adora. Olha como ela empurra de volta.” Suas mãos desceram, por o decote de seus seios . A pele clara brilhava de suor. Ele se curvou e levou um mamilo à boca, chupando com força, a língua circulando o bico enquanto seus olhos se encontravam com os do Sr. Armstrong por cima do corpo arqueado dela.
Nice estava perdida no meio. Sua mente, que há pouco processava planilhas e rejeições, agora era um turbilhão de sensações primais. A boca de Ricardo em um seio, a mão livre apertando o outro. O pau do Sr.Armstrong , um pistão de carne que parecia atingir lugares nunca antes descobertos. As palavras sujas de ambos, tecendo uma rede de humilhação e posse que, em vez de a diminuir, a elevava a um estado de êxtase submisso.
“É os dois,” ela ofegou, a confissão saindo como um mantra entre gemidos. “Sou… sou dos dois.”
A admissão parecia acionar algo neles. O ritmo aumentou, tornando-se mais sincronizado, como se Ricardo, ao morder e mamar, estivesse marcando o tempo para as estocadas do Sr. Armstrong . Nice estava sendo levada a um precipício, seu corpo um campo de batalha onde o prazer já não tinha fronteiras ou dono único, apenas a certeza avassaladora de que pertencia, completamente, àquela dupla possessão.