Olhos no Lago Encontro Inesperado

Sensual line-art illustration of an intimate couple in tender embrace

# No Lago A floresta estava densa ao redor do lago azul , onde a luz do dia raiava entre as altas árvores . H. Nice caminhava sozinha, absorvendo o cenário e o ar puro contra sua pele. Ela passava pelo banco de madeira gasto quando algo c

Capítulo 1

A floresta estava densa ao redor do lago azul , onde a luz do dia raiava entre as altas árvores . H. Nice caminhava sozinha, absorvendo o cenário e o ar puro contra sua pele. Ela passava pelo banco de madeira gasto quando algo chamou sua atenção: uma pilha de roupas masculinas, desleixadamente jogadas sobre ele. Jeans, uma camisa preta, cuecas. A curiosidade, sempre sua companheira, prendeu-a no lugar.

Ela olhou para as águas azuis e calmas do lago. No centro, círculos concêntricos começaram a se formar, quebrando a superfície como vidro. Uma cabeça surgiu, com cabelos curtos e escuros grudados na testa, seguida por um torso largo e definido, com gotas escorrendo pelos sulcos dos músculos abdominais. A pele era cor de castanha , não muito escura, mas o suficiente para contrastar com a água azul do lago . Ele era alto, imponente mesmo a distância.

Ele começou a avançar pela água, a sair da zona mais funda . Cada movimento de seus músculos era uma promessa. Nice sentiu um calor súbito entre as pernas, com o coração batendo forte contra as curvas do próprio corpo. Ela não se mexeu, presa pelo que estava a ver e não querendo assustar o homem que devagar saía da água, era, sem dúvida, um espécime atraente e fazia jus ao que diziam de homens de cor pela imagem daquele pênis, que agora emergia parcialmente da água, parecendo tão grande e pesado quanto o mistério do lugar.


Capítulo 2

Nice não se moveu, a pulsação ecoando em suas têmporas. Aquele corpo emergia da água como uma estátua viva de bronze, cada músculo delineado pela luz filtrada pelas folhas. Ela estava oculta o suficiente para ser invisível, mas não tanto que perdesse um único detalhe. E quando ele finalmente se voltou, passando a mão molhada pelo rosto para tirar os cabelos dos olhos, o fôlego faltou-lhe por completo.

Ela viu então a verdade do que antes era apenas uma sombra aquática. O homem era jovem, com uma mandíbula forte e lábios carnudos que pareciam feitos para um sorriso travesso. Mas o que a prendeu, inescapável, foi o pênis dele, agora completamente visível. Despreendido da água, ele pendia pesado e magnífico entre pernas musculosas. Era longo e grosso, de uma cor mais escura que o resto da pele, com uma cabeça bulbosa e exposta. Tudo o que ela ouvira em sussurros parecia pequeno perante aquela realidade. Uma pontada de desejo tão aguda a fez contrair as coxas.

Ele caminhou até à margem com uma confiança despreocupada, gotas escorrendo pelos sulcos do abdômen definido e pelo V profundo que levava ao seu tesouro. Nice podia ver a textura da pele, a leve curvatura do membro quando ele se movia. O impulso de tocar no próprio corpo foi quase incontrolável; a palma da mão que segurava o telemóvel ficou úmida.

Foi então que um som traiu-a: um pequeno clique mecânico. O botão lateral do telefone, pressionado sem querer pelo seu aperto nervoso.

O homem parou de repente. A cabeça virou-se na direção exata do arbusto onde ela se escondia. Os olhos dele, de um castanho intenso, varreram a folhagem.

— Há alguém aí? — A voz era surpreendentemente suave, mas carregada de alerta.

O sorriso dele, cheio de dentes brancos e intenção, foi a última coisa que Nice viu antes do pânico tomar conta. Ele deu mais um passo à frente, e ela, em um reflexo desesperado, tentou recuar. O salto da sua sandália agarrou-se a uma raiz exposta, escorregou no barranco úmido e solto.

“Oh, merd—”

O grito foi cortado pela queda súbita. Ela rolou ladeira abaixo, um borrão de folhas e terra, e ouviu o telemóvel voar de sua mão antes de bater com força no tronco de uma árvore à beira da água. A dor foi um clarão branco na parte de trás da cabeça, seguido por um vácuo silencioso e escuro.

A consciência voltou em ondas de desorientação e frio. Havia água na sua garganta, nos pulmões, e ela tossiu violentamente, cuspindo o líquido enquanto um ar frio e doce invadia seu peito. Algo quente e firme a pressionava contra o chão úmido da margem. Ela abriu os olhos, ofegante.

Ele estava sobre ela, ajoelhado, as mãos largas ainda firmes em seus ombros. Gotas de água caíam dos seus cabelos escuros , pingando em seu rosto e decote. A expressão era de pura concentração, os olhos castanhos fixos nos dela, avaliando.

“Está bem?” a voz dele soou rouca, ofegante também. “Você bateu a cabeça. Eu te puxei para fora.”

Nice tentou responder, mas só conseguiu um gemido baixo. A cabeça latejava. Ela estava encharcada, a blusa branca colada à pele, transparente, revelando os contornos dos seu enormes seios e dos seus mamilos. Mas seu olhar, ainda turvo, desceu inevitavelmente.

Ele ainda estava nu. Ajoelhado entre as pernas dela, sua nudez era uma afirmação brutal e próxima. A água escorria pelos sulcos definidos do abdômen, pelos músculos das coxas. E ali, pendendo pesadamente entre as pernas, estava *aquilo*. Mesmo flácido, em repouso, era um espetáculo de tamanho e espessura. Era longo, grosso, de uma pele mais escura e aveludada, com a cabeça bulbosa parcialmente exposta. Nice, com a mente ainda embaralhada pela queda, fez uma comparação involuntária e impossível: era maior, muito maior, que o maior e mais pretensioso vibrador que ela possuía em sua gaveta. Uma onda de calor subjugante, totalmente separada da água fria do lago, lavou-a por dentro.

Ele seguiu seu olhar e, lentamente, o sorriso voltou aos seus lábios, mais lento, mais íntimo.

“Parece que o seu passeio ficou… mais interessante ainda,” ele murmurou, e uma das mãos saiu do seu ombro. Em vez de se cobrir, ele a apoiou no solo, ao lado da cabeça dela, inclinando-se mais perto. O cheiro dele era de água fresca, floresta e um musk primitivo e salgado. “E o meu espetáculo privado acabou de ganhar uma participante especial.”


Capítulo 3

A blusa branca de Nice, agora encharcada e transparente, colou-se à sua pele como uma segunda pele, revelando cada curva dos seus seios generosos e a protuberância escura dos mamilos. Ela sentiu o rubor da vergonha misturado com a excitação, uma sensação de estupidez por ter caído e por estar ali, naquela situação. Mas aquele pensamento rapidamente se dissipou, substituído pelo impulso avassalador da aventura.

“Você… você me salvou,” a voz trêmula enquanto seu olhar descia novamente, fixando-se no peso pesado entre as pernas dele. A mente dela rodopiava com a imagem daquele pau, imaginando sua textura, seu calor. *Seria que caberia na minha boca quando estivesse excitado?* A pergunta queimou dentro dela, imprudente e urgente.

Ele sorriu, um movimento lento e compreensivo dos lábios carnudos.

“Parece uma forma de agradecimento interessante,” ele murmurou, a voz um ronco suave. Inclinando-se mais perto, o cheiro dele envolveu Nice completamente — o frescor mineral da água do lago misturado com um musk masculino, terroso e salgado, que parecia emanar diretamente da sua pele. Era o aroma da natureza e do desejo cru.

Uma das mãos largas dele soltou seu ombro e percorreu o lado do seu corpo, descendo pela curva da sua cintura até repousar na sua coxa, sobre o tecido fino da sua calça molhada. O toque era uma pergunta.

Nice não hesitou. O instinto de aventura, a gratidão distorcida pela atração pura, falou mais alto. Ela moveu a mão, ainda um pouco fraca pelo choque, e levou-a até o centro dele. Os dedos dela encontraram a pele macia e quente do seu membro ainda em repouso. Era pesado, sólido como mármore sob a pele aveludada. Ela envolveu-o com os dedos, sentindo sua espessura promissora, e uma pontada de desejo tão intensa percorreu-a que ela gemeu baixinho.

Ele suspirou, um som profundo e satisfeito, e seus olhos escuros escureceram ainda mais.

“Então é assim que você quer agradecer?” ele perguntou, a voz carregada de provocação.

Em resposta, Nice começou a se sentar, apoiando-se nos cotovelos. A água do lago escorria dos seus cabelos, misturando-se aos dele. Ela o puxou suavemente para baixo, guiando-o pelo toque. Ele entendeu, movendo-se para ficar ajoelhado mais acima, posicionando-se sobre o rosto dela. A visão de perto era ainda mais impressionante. O cheiro musk dele, intensificado pela proximidade, inundou seus sentidos.

Com uma determinação que vinha de um lugar selvagem e desconhecido dentro dela, Nice inclinou a cabeça para frente. Seus lábios, ainda frios da água do lago, encontraram a cabeça bulbosa e exposta. Era mais macia do que ela imaginara, e ela a beijou suavemente, um beijo de gratidão e promessa.

Ele prendeu a respiração.

Ela então abriu a boca, deixando a língua roçar a parte inferior da cabeça, provando o salgado sutil da sua pele. Com um movimento lento e deliberado, começou a deslizar os lábios para baixo, tentando acomodar a espessura crescente. Era um desafio, uma conquista íntima. A boca dela se encheu dele, do seu cheiro, do seu sabor — água do lago e homem.


Capítulo 4

O espanto dele foi físico, uma paralisia momentânea que fez o corpo inteiro de João estremecer. Ele esperava um toque curioso, talvez um beijo tímido. Mas não aquela determinação feroz, aquela boca que se abria e se entregava com uma fome que ele não tinha visto vindo.

A língua de Nice deslizou por todo o comprimento do seu membro num movimento longo e lento, da base até a cabeça já inchada e pulsante. Ela chupou de leve a ponta, os lábios formando um anel apertado em volta da corona, e ele soltou um grunhido gutural, as mãos enterrando-se involuntariamente nos cabelos molhados dela.

“Caralho,” ele arfou, a voz rouca de choque e prazer.

Com as duas mãos, Nice segurava firme a base do seu pau, sentindo-o crescer contra suas palmas, aumentar de tamanho mais e mais, tornando-se um peso quente e vivo que desafiava sua capacidade. Ela tinha que abrir bem a boca para engoli-lo, alongando a mandíbula, mas estava determinada a fazê-lo. A respiração dele se tornou ofegante acima dela enquanto ela descia, centímetro após centímetro denso, até sentir a cabeça bater suavemente na parte de trás da sua garganta. Um sabor salgado e único encheu sua boca.

Ela não parou. Enquanto continuava a beijar, a sugar com uma pressão rítmica que ia da raiz à ponta, uma das suas mãos se aventurou para baixo. Os dedos encontraram as bolas enormes dele, pesadas e cheias, penduradas em um saco apertado. Ela começou a massageá-las com uma pressão circular e experiente, amassando suavemente a pele macia, sentindo-as contrair com cada sucção mais profunda.

Ele gemeu alto, uma nota quebrada que ecoou pelo silêncio do lago. Os quadris dele começaram a mover-se por conta própria, um leve bombeamento instintivo que empurrava mais dele para dentro daquela boca quente e acolhedora.

“Assim… assim mesmo,” ele sussurrou entre dentes cerrados, os dedos apertando gentilmente o crânio dela, guiando sem forçar. “Você é… incrível.”

Nice sentiu uma onda de poder percorrê-la. O choque inicial dele transformara-se em rendição absoluta. Ela podia sentir cada veia saliente, cada pulso latejante contra sua língua. O desejo dentro dela fervia, transformando-se num líquido quente entre as pernas que encharcava ainda mais sua calça já molhada. Ela queria tudo aquilo. Queria ouvi-lo perder o controle por sua causa.O som da naturaza os passaros a brisa o cheiro da floresta era um scenario de sonho .

Aumentando o ritmo, ela começou a mover a cabeça para frente e para trás com mais confiança, criando um som úmido e obsceno que se misturava aos seus gemidos baixos e aos suspiros roucos dele. A mão nas bolas dele sincronizava-se com o movimento, puxando e massageando. Era uma devoção completa, selvagem e agradecida ao mesmo tempo.

Ele estava completamente entregue agora, os músculos abdominais tensos como cordas, os olhos fechados em concentração pura.

“Eu vou… Nice… eu não vou aguentar muito assim,” ele alertou, a voz trêmula de puro êxtese contido.

Ela sorriu internamente ao redor dele e diminuiu ligeiramente o ritmo, mas não parou. Não ainda.


Capítulo 5

O orgasmo do Homem explodiu com um rugido abafado que se perdeu entre as árvores e com jactos de porra que se soltaram daquele pau enorme caindo em seu peito e seus mailos eretos . Ele ainda tremia, os quadris fazendo espasmos finais enquanto Nice o massajava com as duas maos cada gota cobria seus peitos uma devoção que o deixou sem fôlego. Quando o último tremor o abandonou, ele ficou ali, de joelhos, o corpo uma pilha de músculos relaxados e pele úmida, ofegando.

Então, os olhos dele, antes fechados em êxtase, abriram-se com uma centelha renovada. Sem uma palavra, as mãos dele, que estavam frouxas nos seus cabelos, contraíram-se num aperto possessivo. Ele levantou Nice , num movimento que era ao mesmo tempo rude e preciso, e capturou os lábios dela com os seus.

O beijo era uma tempestade. Sabia a ela, a ele, ao lago, à salinidade do seu próprio prazer. Era fúria e gratidão misturadas, uma linguagem de dentes e língua que dizia *você me tirou tudo e agora eu quero tudo de volta*.

Ele quebrou o beijo, os lábios ainda a um centímetro dos dela, o hálito quente.

— Minha vez — ele rosnou, a voz mais rouca do que nunca, carregada de uma promessa cavernosa. — De explorar esse corpo todo. Começando por aqui.

Antes que Nice pudesse processar, as mãos largas dele já estavam nas laterais da blusa aberta com um único movimento decisivo, . O ar fresco do lago acariciou a pele nua dos seus seios, fazendo os mamilos se contraírem em pontas duras e escuras.

Ele prendeu o ar. A visão era mesmo melhor do que qualquer fantasia alimentada pela blusa transparente. Grandes, redondos, pesados, com uma curvatura perfeita que implorava para ser segurada. A pele deles era de um tom mais claro que o resto dela, e os mamilos, castanhos e eretos, pareciam feitos para a sua boca.

— Meu Deus — ele sussurrou, quase reverente, antes de baixar a cabeça.

Nice arqueou as costas quando a boca quente dele envolveu um mamilo. Não foi um lambejo suave, mas uma sucção voraz, faminta, enquanto a mão livre dele amassava o outro seio com uma pressão firme e conhecedora ele lambeu e chupou tudo o que tinha depositado naquueles seios maravilhosos Os dentes roçaram de leve a ponta sensitiva, e um gemido alto escapou da garganta dela. A dor era doce, transformadora, e ela enterrou as mãos nos cabelos curtos e molhados dele, puxando-o com mais força contra seu corpo.

Enquanto a boca e as suas mãos trabalhavam seus seios, incendindo fios de prazer que corriam direto para seu núcleo, os olhos de Nice se fixaram novamente abaixo. O pau dele, mesmo após o clímax, ainda era um espetáculo impressionante. Pendia pesado e macio agora, mas o tamanho era inegável e ja estava a endurecer de novo — longo, grosso, uma espessura que parecia desafiar a lógica. O mito sobre homens de cor, aquele sussurro lascivo que ela sempre ouvira com ceticismo, materializava-se ali, entre as pernas musculosas dele. *É verdade*, pensou, uma onda de excitação pura e primitiva tomando conta dela. *É tudo verdade*. A ideia de ter aquela enormidade dentro dela, de sentir cada centímetro preenchendo-a, rasgando-a, era aterrorizante e inebriante. A buceta dela pulsou, vazando um novo fluxo de desejo que misturou-se à água do lago nas suas calças.

E foi nesse exato momento, com a mente dela inundada pela imagem daquela penetração impossível e maravilhosa, que um som estranho cortou o ar: a melodia eletrônica e insistente do seu telemóvel, vindo de algum lugar na folhagem atrás deles.

Nice estremeceu, quebrada do transe. Ele parou, a boca ainda envolvendo seu mamilo, os olhos se erguendo para encontrar os dela. Havia uma pergunta neles, e um leve incômodo pela interrupção.

O toque continuou, insistente, um lembrete estridente de um mundo que existia além da margem úmida daquele lago.


Capítulo 6

O orgasmo do homem explodiu com um rugido abafado que se perdeu entre as árvores. Nice engoliu, sentindo cada tremor final dele em sua língua. Antes que o último espasmo passasse, suas mãos grandes se contraíram em seus cabelos. Ele puxou-a para cima num movimento brusco e capturou seus lábios num beijo selvagem, um turbilhão de sabor a sal, a lagoa e a ela mesma.

Ele quebrou o beijo, ofegante, os olhos escuros brilhando com uma fome renovada.
— Minha vez — rosnou, a voz um arrastar rouco de pedras. — De explorar esse corpo todo.

Suas mãos largas agarraram a barra da blusa encharcada de Nice. Com um único movimento decisivo, ele rasgou o tecido fino, abrindo-a como uma concha. O ar fresco do lago acariciou seus seios nus, fazendo os mamilos se contraírem em pontas duras e escuras.

Ele prendeu o ar, a visão o deixando estupefato.
— Meu Deus — sussurrou, quase reverente.

Então, sua boca quente e voraz envolveu um mamilo. A sucção era feroz, enquanto sua mão livre amassava o outro seio com uma pressão que fazia Nice arquejar. Os dentes roçaram a ponta sensitiva, e um gemido longo e alto escapou de sua garganta. Ela enterrou os dedos em seus cabelos curtos e molhados, mantendo-o ali, enquanto ondas de prazer ardente corriam direto para seu núcleo pulsante.

Foi quando o som estridente cortou o ar: a melodia eletrônica e insistente do seu telefone, vindo dos arbustos próximos.

Nice estremeceu, quebrada do transe. João parou, a boca ainda envolvendo seu mamilo, os olhos se erguendo para encontrar os dela com uma interrogação nítida e um incômodo profundo.

— Porra, o meu telemóvel — ela disse, o instinto de amiga falando mais alto que o desejo por um segundo.

Ela se soltou, quase tropeçando, e correu para os arbustos perto de onde tinha escorregado. Encontrou-o e atendeu, ofegante.
— Olá? Estás boa? O quê? Fala devagar, não te percebo… Ele fez o quê? Ok, aguenta. Eu estou aí em 1 hora e podemos falar. Até já.

Desligou. Era Clara, a amiga que o namorado tinha deixado sem explicações semanas antes e que precisava desesperadamente dela. A preocupação trouxe-a de volta à realidade como um balde de água gelada.

Ao se virar, ele ainda estava lá. De joelhos na margem, a luz filtrada pelas árvores iluminando o torso escultural e o membro que agora repousava pesado e macio entre suas coxas. A visão ainda a fez arrepiar, um desejo visceral que conflitava com o dever. *Nem sequer sei o seu nome*, pensou, súbita e absurdamente.

Sentindo-se exposta com os seios ao ar e a blusa aberta , ela se aproximou dele. Ele observava, silencioso, um misto de excitação e curiosidade em seu rosto.

Nice colocou um dedo em seus lábios, silenciando qualquer palavra que ele pudesse dizer.
— Obrigado por me salvar — murmurou, a voz suave. — Tenho que ir. Mas amanhã volto cá, à mesma hora, para te agradecer como deve de ser.

Ela se inclinou e plantou um leve beijo em sua face, sentindo a pele áspera por baixo de seus lábios. Seu olhar desceu, traiçoeiro, para aquela enormidade que a hipnotizava. A tentação de se ajoelhar novamente, de beijar não o rosto, mas aquele outro lugar, foi quase avassaladora. Ela sentiu a buceta pulsar em reconhecimento.

Mas resistiu. Com um último olhar carregado de promessa, virou-se e partiu, desaparecendo na trilha da floresta antes que ele pudesse dizer uma palavra.

Ficou sozinho na margem, o corpo ainda a latejar, observando o lugar onde ela sumiu. Um sorriso lento e predatório surgiu em seus lábios. Ele agora tinha um nome para a fera dentro de si. E um encontro marcado.