No Jacuzzi Sob as Estrelas

A man's hand rests on a woman's bare shoulder; their intense reflection meets in a fogg...

# O Apelo do Mar A noite chegava , e eles finalmente tinham chegado no chalé; lá fora, havia apenas alguns sinais de luzes na distância , de barcos que passavam no mar , pequenos brilhos refletindo-se no oceano que passavam pelo vid

Capítulo 1

A noite chegava , e eles finalmente tinham chegado no chalé; lá fora, havia apenas alguns sinais de luzes na distância , de barcos que passavam no mar , pequenos brilhos refletindo-se no oceano que passavam pelo vidro panorâmico das Janelas . O som do oceano, um rugido constante e profundo, era a única trilha sonora. O jacuzzi na varanda borbulhava, um vórtice de vapor quente subindo naquele final de tarde, princípio de noite . Helena encostou a testa no vidro frio, sentindo o contraste com o calor que emanava de dentro dela mesma. O vestido de seda escorregou um pouco sobre o ombro. A vista, o local tudo era perfeito; eles tinham planeado uns dias a sós e tudo o que Natália queria era esquecer de rotinas por uns dias e relaxar .

Rafael a observava de trás, de pé no limiar da sala iluminada apenas pela luz azulada do aquário embutido. Seus olhos percorriam as curvas do corpo dela, delineadas contra o pano de fundo da tempestade. Não havia necessidade de palavras. O apetite que os unia era uma presença física, pesada e doce no ar.

Natália sussurrou vou tomar um duche e ja vou ter com voce no jacuzi .

O banho era uma caverna de vapor e luzes baixas. Ela seguiu as instruções, lavando a cidade do corpo, cada músculo a render-se ao calor enquanto sua imaginação fervia a excitacao aumentava ,eles tinham falado em subir a parada fazer algo que ate ali so tinham fantasiado e aquele pensamento pairava em sua mente ,ela ia deixar as coisas correr confiando em Rafael . Que faria ele? A fantasia do estranho… seria outro? Quando saiu, envolta num roupão macio, o quarto estava diferente. Mais escuro. Mais denso.

Na sala, a luz suave de um candeeiro baixo projetava um círculo dourado sobre o centro do espaço. Natália atravessou a divisão em direção à varanda, onde a noite já se tinha instalado por completo. Lá fora, a escuridão envolvia tudo, quebrada apenas pelo brilho azul das luzes do jacuzzi, que tremeluzia sobre a superfície da água.

Rafael não estava ali.

Ainda assim, Natália não ficou preocupada. Devia estar prestes a aparecer. A garrafa de champanhe continuava mergulhada no gelo, exatamente como esperava encontrá-la.

Deixou o roupão escorregar dos ombros e entrar na água quente. Um suspiro de alívio escapou-lhe enquanto se acomodava no jacuzzi.

Foi então que os seus olhos, lentamente habituados à escuridão, captaram um movimento do outro lado da varanda.

Ela ficou imóvel.
Havia alguém sentado numa das espreguiçadeiras.

Não era Rafael.
Era um desconhecido.

A princípio, Natália viu apenas a silhueta. Alta. Poderosa. Ombros largos, uma presença que parecia ocupar mais espaço do que o próprio corpo. A camisa de seda escura moldava-lhe o torso, deixando perceber a definição dos músculos sob o tecido.

O cabelo era rapado. Os lábios, carnudos. O rosto, marcado por traços angulosos que as sombras tornavam ainda mais difíceis de decifrar.

Ele não sorriu.
Não disse uma palavra.

Apenas a observou.

O olhar dele percorreu Natália com uma calma desconcertante, demorando-se nela com uma intensidade que fez o ar parecer subitamente mais denso.

Ela sentiu um arrepio percorrer-lhe a pele.
E, antes que conseguisse impedir-se, um suspiro baixo e rouco escapou-lhe dos lábios.

O desconhecido continuou em silêncio.
Mas havia algo no modo como a olhava que lhe dizia que ele não estava ali por acaso.
— Rafael deixou-me entrar — disse o desconhecido, com a voz baixa. — E pediu-me para perguntar se está à vontade.

Natália engoliu em seco.

O nervosismo envolvia-a como um véu, mas, em vez de a fazer recuar, despertava nela uma excitação inesperada. Havia qualquer coisa naquela situação — o mistério, o desconhecido, a ideia de que tudo aquilo fazia parte do plano de Rafael — que fazia o coração bater mais depressa.

Fechou os olhos por um instante, deixando-se afundar na fantasia.

Seria essa a intenção de Rafael?

Provocá-la. Testar os seus limites. Despertar nela aquela mistura vertiginosa de ansiedade, nervosismo e desejo?

As emoções chocavam-se dentro dela como um turbilhão.
Avançar ou recuar?
Por um breve momento, Natália quase escolheu a segunda opção.

Mas, quando abriu os olhos, havia uma nova determinação no seu olhar.

Ergueu ligeiramente o queixo.
Um aceno de cabeça, quase imperceptível, foi a sua resposta.
Estava disposta.

Mais do que isso: queria ir em frente.
Queria descobrir até onde conseguia levar-se a si mesma, enfrentar aquele nervosismo e provar que era capaz de não fugir quando o desejo e a curiosidade lhe pediam exatamente o contrário.

E, pela primeira vez naquela noite, Natália percebeu que o verdadeiro desafio talvez nem fosse aquele desconhecido.
Era ela própria.

Enquanto esperavam, o desconhecido levantou-se e aproximou-se lentamente do jacuzzi.

Sem dizer uma palavra, pegou na garrafa de champanhe, serviu um flute e estendeu-o-lhe.

Natália aceitou, ainda sem conseguir afastar a sensação de estar a viver algo que não deveria estar a acontecer.

Então, ele aproximou-se mais.

As mãos pousaram-lhe suavemente sobre os ombros e começaram a massajar-lhe as costas, num movimento lento e deliberado. Natália fechou os olhos por um instante.

Um arrepio percorreu-lhe o corpo.

Não eram as mãos de Rafael.

Essa simples constatação tornou tudo mais intenso.

Ela conhecia o toque de Rafael, a segurança dos seus gestos, a forma como conseguia antecipar cada reação sua. Aquelas mãos, porém, eram desconhecidas.

E era precisamente isso que fazia o coração bater mais depressa.

Natália respirou fundo, tentando controlar o turbilhão de emoções que se apoderava dela.

Capítulo 2

Os polegares dele desenhavam círculos firmes na base do seu pescoço, afundando-se na tensão dos músculos. A pressão era perfeita, profissional, mas havia uma intenção por trás que nada tinha de terapêutica. Natália deixou escapar um gemido baixo, involuntário, que se misturou ao borbulhar da água. O som pareceu agir como um sinal.

As mãos desceram, escorregando pelos seus ombros molhados, contornando as suas curvas . Natália manteve os olhos fechados, a respiração suspensa, o calor da água envolveu-a por completo, sem barreiras.

A sensação era de uma nudez amplificada, não apenas física. Estava ali, à mercê de um toque estranho, e cada nervo do seu corpo estava alerta, vibrante. As mãos regressaram, desta vez diretamente à sua pele. As palmas planas deslizaram pelas suas costas, da cintura até quase ao topo dos ombros, num movimento lento e abrangente que a fez arquejar. O contraste era delicioso: a água escaldante do jacuzzi e o calor seco, áspero das mãos dele.

Então, os dedos dele seguiram a linha da sua coluna, descendo até à curva das suas nádegas submersas. Pousaram ali, não para agarrar, mas para sinalizar. Um toque possessivo, afirmativo. Natália abriu os olhos e encontrou o reflexo de Rafael na vidraça escura. Ele a observava, impassível, mas os seus olhos brilhavam com uma luz que não estava ali antes. Ela viu a própria expressão — os lábios entreabertos, os olhos vidrados — e sentiu um novo choque de excitação.

Sem pressa, o estranho dobrou-se ao lado do jacuzzi. Aproximou o rosto do dela. Natália podia sentir o calor da sua respiração, um aroma discreto de madeira e sal. Ele ainda não tinha dito uma palavra desde a primeira pergunta. A comunicação era toda tátil, visual.

Uma das suas mãos abandonou as suas costas e deslizou pela lateral do seu corpo, debaixo da água. A palma contornou-lhe a cintura, o quadril, e avançou para a frente, num movimento tão lento que era torturante. Natália prendeu a respiração. A ponta dos dedos roçou-lhe o abdómen inferior, um toque de fogo sobre a pele húmida, e continuou a descida, aproximando-se do ponto onde toda a sua atenção se concentrava agora. Ela contraiu os músculos, num reflexo misto de expectativa e hesitação.

Ele parou. Os dedos pairaram a um centímetro do seu sexo, a vibração da água quase simulando o contacto. Ele ergueu o olhar para ela, e pela primeira vez, um quase-sorriso tocou os seus lábios carnudos. Era uma pergunta silenciosa, mais poderosa do que qualquer palavra.

Natália, com o coração a martelar-lhe o peito, inclinou a cabeça para a frente num aceno quase imperceptível. Foi o único consentimento que ele precisou.


Capítulo 2

O silêncio foi quebrado por um sussurro áspero do estranho, tão próximo de seu ouvido que fez os cabelos molhados em seu pescoço se arrepiarem. "Vamos para a borda."

Antes que Natália pudesse processar, suas mãos fortes deslizaram sob seus braços, envolvendo-a com uma firmeza que não admitia hesitação. Ele a ergueu da água quente com um único movimento fluido, como se ela não pesasse nada. O ar noturno fresco atingiu sua pele nua e molhada, causando-lhe um arrepio violento, contrastando com a onda de calor que explodia em seu núcleo. Gotas de água da piscina quente escorreram por suas pernas, desenhando caminhos brilhantes sob a luz azul do jacuzzi.

Ele a conduziu os poucos passos até a borda de alvenaria, onde a água batia suavemente. "Deite-se", ele ordenou, a voz baixa mas carregada de uma autoridade que fez seu estômago revirar de excitação.

Natália obedeceu, sentando-se na borda fria e depois deitando-se para trás, apoiando-se nos cotovelos. O mármore gelado contra sua pele quente foi outro choque delicioso. Suas pernas permaneceram dentro da água, mas o resto de seu corpo estava exposto, oferecido, sob o olhar fixo de dois homens.

Rafael tinha-se aproximado sem que Natália desse por isso. Permanecia a poucos passos deles, em silêncio, apenas a observar.
Não interferia.

O seu olhar atento acompanhava cada movimento, como se estivesse à espera de descobrir até onde Natália estaria disposta a ir.

E ela sabia que ele estava ali.
Sentia a presença dele, mesmo sem se virar.

Isso tornava tudo ainda mais intenso. Seu rosto era uma máscara de concentração intensa, seus olhos escuros cintilando com reflexos aquáticos. Ele não fez nenhum movimento para se juntar, para intervir. Apenas assistia, um espectador totalmente comprometido, e essa era sua permissão mais poderosa.

O desconhecido ajoelhou-se entre suas pernas abertas, na beirada do jacuzzi, a água quente molhando a frente de suas calças. Seus olhos percorreram seu corpo como um cartógrafo avaliando um novo território. Ele não se apressou. Primeiro, suas mãos grandes e escuras voltaram às suas coxas, agarrando-as com força, os polegares esfregando círculos firmes na pele macia de sua parte interna. A pressão era quase dolorosa, mas transformava-se instantaneamente em prazer, marcando-a, afirmando sua posse.

Então, ele se curvou.

Seu primeiro toque não foi com a língua, mas com o rosto. Ele esfregou o rosto raspado contra a parte interna de sua coxa, respirando fundo seu aroma misturado com cloro e desejo. O atrito áspero fez Natália estremecer, um gemido rouco escapando de seus lábios.

Finalmente, a língua dele veio. Um contato lento, plano e quente que percorreu toda a extensão de seus lábios externos, da base até o topo. Natália arqueou as costas, um "ah" ofegante saindo de sua garganta. Suas mãos se agarraram à borda fria atrás dela.

Ele começou uma exploração minuciosa e implacável. Sua boca era um instrumento de paciência e precisão cruel. Ele lambia longas e lentas, depois focava em pequenos círculos ao redor do clitóris sem tocá-lo diretamente, deixando-a se contorcer de frustração. Suas mãos nas coxas a mantinham aberta, imóvel, forçando-a a receber cada sensação sem poder fugir.

Quando ele finalmente envolveu o clitóris inchado com os lábios e começou a sugar suavemente, Natália gritou. O som ecoou na varanda silenciosa, perdendo-se no rugido do mar. Ele respondeu aumentando o ritmo, a língua vibrando rápido enquanto uma de suas mãos soltou sua coxa e deslizou para cima, apertando sua barriga, depois subindo para pesar um seio pesado. Seu polegar esfregou o mamilo endurecido em círculos ásperos, em perfeita sincronia com os movimentos de sua boca.

Natália estava perdendo o controle. Seus quadris começaram a se mover, tentando buscar mais pressão, mas suas mãos firmes em sua coxa a mantinham no lugar. Ela era uma prisioneira de seu próprio prazer. Ela abriu os olhos, nublados, e encontrou o olhar de Rafael. Ele estava agora com a mão dentro da calça, se tocando lentamente, seus olhos travados nos dela enquanto o estranho a devorava. Ver Rafael assim, tão entregue ao espetáculo dela, foi o que quase a fez chegar ao limite.

O estranho sentiu sua tensão prestes a quebrar. Ele parou abruptamente, afastando a boca por um instante, deixando-a suspensa e tremendo no vazio gelado da interrupção. Ele ergueu o rosto brilhante, seus olhos encontrando os dela.

"Ele quer ver você gemer", o estranho sussurrou, sua voz rouca. "Vamos mostrar a ele."

E então, sem piedade, ele mergulhou de volta, sua língua penetrando fundo nela enquanto seus dedos encontravam o clitóris, e desta vez, não havia mais contenção. A onda começou a se formar, incontrolável, impulsionada pelas mãos que a seguravam firme, pela língua que a conhecia tão bem quanto um amante, e pelos olhos de seu verdadeiro amante testemunhando cada tremor, cada som rouco que o estranho arrancava dela.


Capítulo 3

O calor do orgasmo ainda tremia dentro dela quando o desconhecido se ergueu. Seus olhos, escuros e inescrutáveis, encontraram os de Rafael por um instante, trocando um entendimento silencioso. Sem uma palavra, suas mãos fortes envolveram Natália, tirando-a do jacuzzi e da borda fria. Ela estava moles, quase sem forças, mas o toque dele era firme, decisivo.

Ele a conduziu através da varanda escura, de volta ao quarto, onde a luz do abajur projetava sombras dançantes nas paredes. O ar condicionado fez sua pele molhada arrepiar-se, mas a chama que ele acendera nela queimava muito mais forte.

Na beira da cama grande, ele parou. Com um movimento suave mas inquestionável, guiou Natália para que ficasse de frente para os lençóis. "De quatro", ele ordenou, a voz um rosnado baixo que não admitia hesitação. Seu coração acelerou. Ela obedeceu, apoiando-se nos joelhos e nas mãos, suas costas formando uma curva suave. A posição a deixava exposta, vulnerável, e ela sentiu um novo tremor de excitação percorrer sua espinha.

Foi então que ela ouviu o som de uma tampa sendo aberta. Um aroma quente e amadeirado encheu o ar. Óleo. Ele derramou o líquido em suas mãos, esfregando-as para aquecê-lo antes de pousar as palmas sobre as nádegas de Natália.

O contato foi eletrizante. As mãos dele, grandes e ásperas, deslizaram sobre sua pele, espalhando o óleo quente em círculos amplos e firmes. A pressão era perfeita, afundando na musculatura tensa, amassando e acariciando ao mesmo tempo. Cada movimento a levava mais fundo em um estado de abandono. Natália enterrou o rosto nos lençóis, um gemido contido escapando de seus lábios enquanto seus quadris começavam a se mover involuntariamente, buscando o atrito.

Ele se inclinou para a frente, sua boca próximo ao ouvido de Rafael, que observava, imóvel, da entrada do quarto. A voz do desconhecido foi um sussurro rouco e carregado de promessa, feito para ser ouvido por ambos: "Agora você vai ver sua mulher gozar como nunca antes."

A afirmação ecoou no quarto, uma profecia lasciva que fez o estômago de Natália revirar de desejo. As mãos na sua bunda apertaram com mais força, separando suas nádegas por um instante, antes de uma delas deslizar, escorregadia com óleo, pelo sulco entre elas. O toque foi leve, exploratório, uma ameaça deliciosa que prometia muito mais. Natália arfou, seus dedos se agarrando aos lençóis.

Ele continuou a massagem, agora focando na entrada tensa e convidativa, circulando-a com a ponta do dedo, preparando-a sem pressa, enquanto com a outra mão acariciava a parte interna de suas coxas molhadas. Natália sentiu-se dividida entre a intensidade do toque atual e a antecipação agonizante do que viria a seguir, cada nervo em seu corpo um pavio prestes a acender.