A cidade úmida e seu salvador
# Becos da Perdição A chuva não caía em Watson; ela escorria, um suor frio da cidade sobre o ferro enferrujado e o concreto rachado. Rafael avançava pelos becos, uma silhueta titânica de dois metros que parecia esculpida da própria escurid
Capítulo 1
A chuva não caía em Watson; ela escorria, um suor frio da cidade sobre o ferro enferrujado e o concreto rachado. Rafael avançava pelos becos, uma silhueta titânica de dois metros que parecia esculpida da própria escuridão. O cromo sob sua pele pálida pulsava com um brilho febril, um sussurro constante à beira do caos. Seus cabelos, negros como breu, colavam-se ao rosto ossudo, onde demônios tatuados sussurravam histórias de violência. O colete de couro sem mangas rangia a cada passo, um som abafado pelo dilúvio.
Foi então que o grito rasgou o ar úmido, mais agudo que o som das sirenes distantes. “SOCORROOOOO!!!”
Ele não acelerou o passo. Apenas ajustou a rota, suas botas pesadas esmagando poças sujas até encontrar a cena. Dois rapineiros, suados e frenéticos, prendiam uma figura contra a parede de tijolos. A punk estava dobrada, mãos imobilizadas por um deles, enquanto o outro a penetrava por trás com uma fúria animalesca. *Ploc. Ploc.* O som úmido e repetitivo da carne batendo contra carne ecoava no beco estreito. O segundo rapineiro, de pé diante dela, enfiava seu membro na boca dela com movimentos brutais.
“Caralho, que boceta apertada!!!” o de trás rosnou, os quadris um pistão sujo.
A mulher – Camila – cuspiu sangue e saliva quando o rapineiro à sua frente afrouxou a pressão por um segundo. “SOCORRO! PELA MOR, TA DOENDO!!!” Seu rosto era uma máscara de desespero, a maquiagem azul escorrendo com a chuva e as lágrimas, um olho já inchado e roxo. Sua pele, branca como mármore, contrastava brutalmente com as tatuagens coloridas que desciam por seus flancos e as argolas de metal que perfuravam seus seios, visíveis sob a camisa rasgada.
O rapineiro da frente agarrou uma mecha de seu cabelo azul-elétrico e puxou com força. “Cala a boca, puta!!! Vamos gozar pra caralho nos teus buracos antes de te arrancarmos todas as cybernéticas!!!”
Ela revirou os olhos, um soluço preso na garganta. “NAOOO! NAOOO! EU FAÇO TUDO! DOU GOSTOSO! SÓ NÃO FAÇAM ISSO!!!”
“Tarde demais, boneca!!” cuspiu o outro, aumentando o ritmo.
Foi então que a sombra de Rafael engoliu a cena. Ele parou a poucos metros, impassível, observando. Normalmente, seguiria em frente. O mundo estava cheio de vítimas. Mas algo nele – talvez um último fio de humanidade antes do cromo consumi-lo, ou talvez apenas o desejo cru que aquela visão despertou – o fez parar. Ela era… espetacularmente gostosa. Curvas generosas e firmes, uma cintura fina que se abria para quadris largos e uma bunda imensa, agora marcada pelas mãos sujas dos homens. A necessidade de sobrevivência dela, pura e animal, era um perfume mais intoxicante que qualquer droga de combate.
Camila virou o rosto, seus olhos azuis, agora opacos de terror, encontrando os dele. Havia uma pergunta muda neles, um último farol de esperança em um mar de desespero.
Rafael falou, sua voz um rugido baixo que afogou o som da chuva e da violência. “Escolha, então.” Ele inclinou a cabeça, os olhos brilhando com uma luz amarela e predatória. “Posso te salvar. Mas vai ser minha escravinha. Minha propriedade. O que diz?”
Os rapineiros pararam por um instante, ofegantes, sentindo a ameaça emanando do recém-chegado. No silêncio súbito, só se ouvia a respiração ofegante de Camila e o bater da chuva no metal.
Ela engoliu sangue, lágrimas e orgulho. A vida, ou a liberdade? A sobrevivência não era uma questão filosófica nos becos de Watson. Era visceral. Era úmida. Era agora.
Olhando fixamente para os olhos demoníacos de Rafael, ela sussurrou, a voz arranhada e quebrada, mas clara:
“Sim.”
Capítulo 2
O membro de Rafael emergia da escuridão da calça como uma coluna de carne pulsante, veias salientes cruzando o comprimento monstruoso que se projetava para a frente. A chuva batia na pele pálida e no metal, escorrendo pelo cromo exposto de seus pulsos.
Camila não conseguia tirar os olhos dele. Seu corpo tremia num choque profundo, misturando o frio da água com o calor residual da violência. A mistura de sangue e porra resfriava em seu rosto, grudando seus cílios, selando seu olho direito. O sabor metálico e salgado da violação ainda estava em sua boca.
Rafael avançou um passo, suas botas esmagando cacos de crânio e pedaços de matéria cerebral que se espalhavam na poça. Ele não disse mais nada. A mão cibernética – ainda tingida de vermelho e matéria branca – agarrou o cabelo azul-elétrico de Camila, puxando com uma força que fez seus músculos do pescoço esticarem.
Ela gemeu, um som rouco de dor e submissão instantânea. Sua cabeça foi forçada para a frente, seu rosto manchado agora a centímetros daquele pau imenso. O cheiro dele dominava tudo: suor, metal, poder cru e uma testosterona quase palpável.
Ela abriu os lábios tremulos. A língua tocou a cabeça inchada, salgada pela chuva e pelo suor. Rafael soltou um grunhido baixo, uma aprovação animal. Sua mão na nuca dela ditou o ritmo, empurrando seu rosto para baixo.
A ponta entrou em sua boca, preenchendo-a. Era enorme demais, uma invasão que esticou seus lábios até doerem. Ela sentiu as veias pulsando contra sua língua, a textura áspera e quente. Seus olhos lacrimejaram, mas ela não tentou recuar. Suas mãos, ainda trêmulas, subiram até suas coxas titânicas, agarrando-se à carne dura envolta em couro molhado.
Ele começou a se mover, seus quadris bombeando para frente, empurrando mais profundamente a cada investida. A garganta de Camila se contraiu, engasgando, mas a mão em seu cabelo era uma algema de ferro. Sons úmidos e sufocados preencheram o beco, mais altos que a chuva. Saliva escorria pelos cantos de sua boca, misturando-se ao sangue e ao esperma já secando em seu queixo.
Rafael a observava, seus olhos amarelos brilhando com uma satisfação predatória. Viu seus lábios azuis alongados ao redor dele, viu a dor e a resignação em seus olhos azuis turvos. Viu a obediência nascendo do desespero. Era mais gostoso do que ele imaginara.
Seu ritmo aumentou, tornando-se brutal e mecânico. A cabeça de Camila batia contra seu quadril a cada embate, seus gemidos abafados transformando-se em um ronco constante de esforço. A mão dele se moveu de seu cabelo para seu pescoço, os dedos cibernéticos envolvendo sua garganta, apertando levemente, cortando um pouco mais do ar.
Ele estava perto. Ela podia sentir pelo tremor em suas coxas, pelo pulso acelerado que vibrava através do pau em sua boca. Sua própria buceta, machucada e dolorida, latejou com uma humilhação úmida.
Capítulo 3
O rolo compressor de prazer de Rafael não deu aviso. Um tremor percorreu seus quadris e ele soltou um grunhido gutural, animal. A mão cibernética na nuca de Camila travou, forçando-a a ficar imóvel, com seu pau pulsante ainda enterrado em sua garganta.
“Abre esses olhos, puta,” ele ordenou, a voz rouca e imperiosa.
Ela obedeceu, os olhos azuis e inchados fixando-se nele, cheios de uma submissão úmida e absoluta. Ele se retirou de sua boca com um pop úmido, a cabeça inchada e vermelha brilhando sob a chuva.
O primeiro jato foi um chicote quente e espesso, acertando-a em cheio na ponte do nariz e escorrendo pelos cantos de seus olhos. Camila estremeceu, mas não fechou as pálpebras. A porra branca e quente misturou-se à maquiagem azul, ao sangue e à água da chuva.
“A boquinha. Abre,” ele comandou, sua voz uma batida baixa contra o som da tempestade.
Ela abriu a boca, a língua saindo tremula. No centro da língua, um pequeno piercing de metal prateado brilhava. O segundo jato foi preciso e violento, batendo diretamente no metal e cobrindo sua língua com o sabor salgado e acre da semente dele. Ela engoliu por reflexo, um gemido abafado saindo de sua garganta.
“Camila,” ela sussurrou, a palavra saindo manchada pelo gosto dele. “Meu nome é Camila.”
Rafael sorriu, um gesto curto e feroz que não chegou aos olhos amarelos. “Camila.” Ele repetiu o nome como se estivesse avaliando uma mercadoria. O terceiro e último jato foi mais fraco, mas ainda abundante, esguichando sobre seus seios expostos e machucados, escorrendo pelas argolas de metal e pingando no congelado e sujo.
Ele a observou por um momento, ofegante, seu pau ainda meio rígido e brilhante de saliva e porra, pingando sobre o rosto dela. A cena era perfeita: sua nova propriedade, marcada, batizada e coberta por ele.
Então, seu olhar predatório se fixou novamente nela. Ele moveu o pau, ainda meia bomba, pressionando a cabeça sensível contra seus lábios inchados.
“Vou mijar,” ele anunciou, a voz plana e factual como um veredito. “Tome tudo. É isso que escravas boas fazem. Engolem tudo que o dono dá.”
Os olhos de Camila se arregalaram por uma fração de segundo, um último instinto de revolta sendo rapidamente abafado pelo desespero e pela resignação que já haviam criado raízes. Ela abriu a boca novamente, uma passagem obediente e quente. A urina quente jorrou, enchendo sua boca com um fluxo salgado e ácido, diferente de tudo que ela já experimentara. Ela tentou engolir, o líquido escorrendo pelos cantos de sua boca e misturando-se à porra em seu rosto, lavando parte dela em rivuletos sujos que caíam em seu pescoço e seios.
Rafael observou, satisfeito, uma mão pesada descansando em seu ombro enquanto esvaziava sua bexiga na garganta de sua nova escrava. A humilhação era completa, o domínio, absoluto. Quando terminou, ele deu um tapinha com o pau ainda úmido em sua bochecha.
“Agora está limpinha por dentro,” ele disse, sua voz recuperando um tom de domínio casual. “Levanta.”
Ele a puxou pelo braço, fazendo-a se levantar em pernas trêmulas. Ela estava encharcada, coberta de fluidos, sangue e chuva, tremendo de frio e choque.
“Vamos,” ele ordenou, começando a andar para fora do beco, arrastando-a consigo. “Tem muito o que fazer. E você tem muito o que aprender.”
Capítulo 4
Camila ainda saboreia o gosto do mijo em sua boca.... Ela continua ajoelhada com as pernas abertas e as duas mãos apoiadas na frente. Ela abre a boca e mostra a língua, o piercing brilha e nenhum sinal de porra... Prova para seu mestre que seu semen foi engolido.
"Boa menina" fala Rafael ele então retira sua jaqueta ela vê os poderosos músculos dele. E Rafael coloca a jaqueta sobre os ombros de Camila. E a levanta no colo, ela protegida sobre seus músculos maciços.
"Foi gentil mestre..."
Rafael responde "Sim, as vezes serei... Mas no geral vou te foder.... Até você desmaiar, e quando desmaiar vou continuar fodendo... Vou usar todos os teus buracos, tua boquinha de veludo, tua xota, teu cu... E vou gozar litros de esperma neles para marcar território.
Eles vão pelos becos de Neon, ela está com muito medo... Ainda assim encosta a mão nos músculos de Rafael pelo menos sabe que alguém vai a proteger.
"Vamos pegar um táxi, vou te dar um banho em casa tirar esse fedor de rapineiros"
Capítulo 5
O táxi voador deslizava sobre os telhados de Watson, seus faróis cortando a cortina de chuva. Dentro, o calor artificial era uma caríça áspera contra a pele gelada de Camila. Envolta na jaqueta pesada e úmida de Rafael, ela tremia, não mais de frio, mas do choque que começava a se instalar em seus ossos.
Os dedos dele, largos e fortes, traçavam círculos lentos em seu ombro através do couro. Um toque possessivo, mas não cruel. Ela encostou a cabeça em seu peito, ouvindo o baixo e constante ritmo de seu coração, um som mais confiável que qualquer sirene da cidade.
“Então,” a voz de Rafael ecoou em seu crânio, grave e curiosa. “Como uma coelhinha punk gostosa como você acabou sozinha num beco da Zona Industrial, à mercê daquela escória?”
Camila engoliu seco. O gosto ainda estava lá, um fantasma salgado e ácido. Ela fechou os olhos.
“Não… não estava sozinha no começo,” ela começou, a voz rouca e pequena. “Estava com o Nix. Meu… era meu namorado. Ou eu achava que era.”
Rafael permaneceu em silêncio, ouvindo. A pressão de seus dedos em seu ombro era uma âncora.
“Ele tinha um esquema. Venda de chips de memória adulterados perto dos docas. Disse que precisava de uma isca, alguém bonito pra distrair o comprador.” Ela deu uma risada amarga, que se transformou em um acesso de tosse. “Eu era a isca. Vestida assim, toda exposta. O comprador era um corposantos de uma gangue rival. Quando ele percebeu a fraude… o Nix sumiu. Me deixou lá. Os dois rapineiros eram capangas do comprador. A punição por tentativa de golpe.”
Ela fez uma pausa, os olhos fixos na chuva que escorria pela janela. “Minha vida toda foi assim. Tentando sobreviver na beirada. Meus pais eram viciados em braindance, morreram num incêndio num cubículo quando eu tinha doze. Fiquei no sistema de orfãos corporativos até fugir aos quinze. As tatuagens, os piercings… era uma armadura. Se você já parece durona, talvez deixem você em paz.” Ela olhou para as próprias mãos, sujas e arranhadas. “Não funcionou muito hoje.”
Rafael observou o perfil dela iluminado pelas luzes de néon que passavam. “O Nix. Você sabe onde ele mora?”
Camila ergueu os olhos para ele, vendo a frieza absoluta em seu olhar amarelo. Era uma pergunta carregada. Ela balançou a cabeça. “Não. E mesmo que soubesse… ele não vale a pena, mestre. Ele é só um rato.”
“Hmm.” O som foi um rosnado de consideração. “E as cybernéticas? Os rapineiros falaram em arrancá-las.”
“São baratas. Um sistema neural básico pra lidar com dor crônica nas costas. De tanto carregar caixas nos mercados clandestinos.” Ela encolheu os ombros, um movimento dolorido. “Nada de combate. Nada valioso. Só… funcional.”
O táxi começou a descer, direcionando-se para um distrito de armazéns reformados, ligeiramente menos sombrio que a Zona Industrial. A residência de Rafael.
“Você teve várias chances de ser mais esperta,” ele observou, sua voz perdendo um pouco da aspereza, adquirindo um tom quase analítico. “Mas escolheu confiar. Primeiro no Nix. Depois, em mim.”
Camila virou-se para encará-lo totalmente, seus olhos azuis encontrando os dele na penumbra. Havia uma clareza triste neles agora. “Com ele, foi burrice. Com você… foi a única escolha. E não é confiança, mestre. É… rendição. É diferente.”
Um leve sorriso tocou os lábios de Rafael, um gesto raro e carregado de significado. “É. É muito diferente.”
O táxi pousou suavemente em uma plataforma privativa. A porta deslizou aberta, revelando a entrada de um loft amplo, iluminado por uma luz quente e baixa.
“Vamos,” ele disse, saindo e estendendo a mão para ela, não para ajudá-la, mas para reafirmar a posse. “Hora do banho. Vou lavar o resto deles de você.”
Ela colocou sua mão na dele, sentindo o calor e o poder brutos. As dificuldades que a trouxeram até ali ainda pesavam em seus ombros, mas, pela primeira vez naquela noite, o medo de estar sozinha começou a se dissipar, substituído por um novo tipo de temor, e de expectativa, sobre o que significaria pertencer a alguém como ele.
Capítulo 6
O calor dentro do táxi era um casulo pesado, recheado com o cheiro de couro úmido, suor e o perfume elétrico da chuva de Night City. Rafael não a conduziu para dentro; ele a arremessou. Camila caiu no banco de couro preto com um baque suave, o impacto fazendo-a gemer. Antes que ela pudesse se recompor, ele entrou atrás dela, bloqueando a porta.
A porta deslizou fechada, selando-os. O motorista, um homem magro com um implante ocular barato, virou-se. “Onde é?”
Rafael ignorou a pergunta. Seu olhar estava fixo em Camila, que se encolhia no canto, tentando cobrir-se com os pedaços da jaqueta rasgada.
“Você vai esguichar para o taxista, Camila,” ele declarou, sua voz um comando plano e inquestionável.
Antes que ela pudesse processar as palavras, suas mãos grandes a agarraram pelos quadris e a viraram de bruços contra o banco. O tecido úmido da saia rasgada foi empurrado para cima de uma vez, expondo a bunda imensa e pálida, ainda marcada com as impressões digitais dos rapineiros. A boceta inchada e machucada, rosada e brilhante de seus fluidos e dos deles, estava completamente vulnerável.
Ele cuspiu na palma da mão, um gesto brutal e pragmático, e então forçou dois dedos largos dentro dela. Camila gritou, um som rouco e cortado, mas Rafael já estava em movimento. Ele não procurava por entrada; ele a tinha. Seus dedos se curvaram para dentro, encontrando o ponto de dor e prazer com uma precisão cirúrgica. E começou a friccionar, com uma força implacável, direto no ponto G.
“O que é isso?” o motorista perguntou, sua voz um misto de choque e fascínio.
Rafael não respondeu. Ele apenas continuou, seu ritmo um pistão constante. O som úmido e alto encheu a cabine. Camila enterrou o rosto no couro, seus dedos se agarrando ao assento. Um gemido longo e trêmulo escapou dela, involuntário. A dor do estupro ainda latejava, mas sob os dedos dele, uma corrente elétrica diferente começou a subir pela sua espinha, uma traição brutal do próprio corpo.
O motorista observou, seu queixo levemente caído. Seu olhar viajou do rosto de Camila, contorcido em um êxtase forçado, para as curvas generosas balançando sob a mão de Rafael, para a boceta rosada sendo aberta e estimulada tão publicamente. Ele engoliu seco. Sua mão desceu para a frente de suas calças, desajeitadamente abrindo o zíper. Em segundos, seu próprio pau estava para fora, e ele começou a se masturbar, seus olhos vidrados no espetáculo.
Rafael riu, um som baixo e cruel. Ele se inclinou para perto da orelha de Camila. “Olha só, princesa. Já tens um admirador.” Ele aumentou a pressão, seus dedos se movendo mais rápido. “Agora, vamos dar um show.”
Ele olhou para o motorista, cuja punheta já estava num ritmo acelerado. “Vem bater punheta na cara dela,” ordenou Rafael, sua voz deixando claro que não era um convite. “Pode gozar na cara dela.”
Camila, seu corpo traído pelas sensações que a empurravam para um abismo, ergueu a cabeça com um esforço tremendo. Lágrimas limpas lavavam os sulhos sujos em seu rosto. Ela abriu a boca, sua língua aparecendo, o pequeno piercing de metal no centro brilhando sob a luz fraca. Seus grandes olhos azuis estavam vidrados, resignados, aceitando.
O motorista, ofegante, se aproximou do encosto do banco dianteiro. Com um último rosnado, seu corpo estremeceu e um jato grosso e branco de porra jorrou, acertando em cheio a boca e o queixo de Camila. Ela não piscou. Apenas aceitou, engolindo um pouco, o resto escorrendo pelo seu queixo até pingar nos seios expostos.
Foi o gatilho.
Rafael, sentindo os músculos do canal dela começarem a se contrair descontroladamente em volta de seus dedos, redobrou sua brutalidade. Ele martelou o ponto G dela com força total, torcendo os dedos.
Os olhos azuis de Camila reviraram, ficando completamente vesgos. Sua língua, coberta de porra e saliva, pendeu fora da boca, babando. Um som gutural, sem nenhuma humanidade, saiu de sua garganta.
E então ela explodiu.
Seu corpo arqueou violentamente, cada músculo ficando rígido. Um primeiro jato forte e quente de seus fluidos — uma mistura de gozo e mijo descontrolado — jorrou dos lábios inchados de sua boceta, pintando o banco de couro e as calças de Rafael. Um espasmo. Depois outro. E outro. Ela não parava. Por um minuto inteiro, seu corpo foi sacudido por ondas ininterruptas de orgasmo involuntário, cada contração expelindo mais líquido, enchendo o táxi com o cheiro acre e doce de sua submissão total.
Quando os espasmos finalmente começaram a diminuir, ela desabou, um tremor perpétuo percorrendo seus membros. Fluidos dela encharcavam o assento, escorriam pelas suas coxas.
Rafael retirou lentamente os dedos encharcados, observando-a com uma satisfação profunda. Ele então olhou para o motorista, que se recostava, ofegante.
“Pague por gozar na minha puta,” rugiu Rafael, seu olhar amarelo faiscando com perigo iminente. “AGORA!”
O motorista, com os olhos arregalados de terror, pegou rapidamente sua carteira e enfiou um punhado de notas de eddie na mão estendida de Rafael. Ele não contou. Ninguém contou.
Rafael pegou o dinheiro, guardou-o e então abriu a porta. A chuva fria entrou novamente. Ele agarrou Camila, mole e trêmula, e a puxou para fora do táxi, deixando o motorista assustado para trás com o interior do veículo desgraçado.
Ele a carregou em seus braços, seu corpo agora marcado por uma nova forma de posse, mais profunda que qualquer contrato. Ela pertencia a ele, corpo, fluidos e alma arruinada. A jornada para casa, para seu domínio absoluto, era apenas uma formalidade agora.
Capítulo 7
A chuva fria de Night City bateu no rosto de Camila como um tapa, acordando-a do torpor do êxtase forçado. Rafael a puxou pelo braço, sua pegada de ferro arrastando-a para fora do táxi encharcado e para a rua iluminada por néons. Seus pés, descalços e sujos, tropeçaram no asfalto molhado.
Ela ergueu os olhos, ofegante, e seu coração afundou um pouco mais. As luzes rosa e azul piscavam, formando palavras em várias línguas. A música de synth-barato vazava de portas entreabertas. Era a Rua Jig-Jig, o coração da prostituição barata de Kabuki. Aqui, mulheres e homens se vendiam por alguns eddies, seus corpos apenas outra mercadoria nas prateleiras sujas da cidade. Uma onda profunda de constrangimento queimou seu rosto. Ela estava entre elas agora. Pior: ela estava encharcada, com a mistura da porra do taxista, seu próprio gozo e mijo ainda escorrendo pelas coxas internas, pingando no meio-fio. Ela era uma imagem ambulante da posse mais humilhante.
Rafael puxou-a para mais perto, seu corpo enorme protegendo-a—ou aprisionando-a—do fluxo de pedestres. Ele a levou pela mão, um gesto que poderia ser considerado dócil se não fosse pela autoridade absoluta que emanava dele.
“Vamos para a minha casa,” ele disse, sua voz um murmúrio grave que cortava o barulho da rua. “É perto daqui.”
Eles começaram a andar, deixando a vibração mais intensa da Rua Jig-Jig para trás e entrando em uma rede de passagens laterais mais escuras. Camila tropeçava, tentando manter o ritmo, dolorosamente consciente de cada olhar curioso que pousava nela.
“O que imagina que vai fazer daqui pra frente?” Rafael perguntou, sem olhar para trás, como se estivesse discutindo o tempo.
A pergunta pairou no ar úmido. Camila engoliu em seco, sua garganta ainda dolorida.
“Eu… eu não sei, Mestre,” ela sussurrou, o título saindo mais facilmente agora, carregado de uma nova compreensão. “Obedeço. O que o Senhor mandar.”
Ele parou por um momento, virando-se para olhá-la sob a luz de um letreiro de néon quebrado. Seus olhos amarelos percorreram seu corpo em frangalhos, o constrangimento palpável nela.
“Você vai limpar a minha casa,” ele começou, sua voz prática. “Vai cozinhar o que eu pedir. Vai ficar de joelhos quando eu chegar. E, quando eu quiser, você vai abrir essas pernas e receber o que for seu.”
Cada palavra era uma pedra assentando seu novo lugar no mundo.
“E a noite,” ele continuou, começando a andar novamente. “Você vai comigo. Para alguns lugares. Sua aparência… pode ser útil. E seu medo também.”
“Para… lugares?” ela perguntou, sua voz trêmula.
Ele emitiu um som baixo que poderia ser uma risada. “Negociações. Cobranças. Você não precisa falar. Apenas fique lá. Olhe para baixo. E lembre-se do que acontece com coisas desobedientes na minha presença.”
Eles chegaram à frente de um prédio de apartamentos alto e desgastado. Rafael digitou um código, e uma porta pesada de metal se abriu com um rangido.
“Isso é o seu trabalho agora,” ele finalizou, empurrando-a gentilmente para dentro do saguão escuro. “Ser minha sombra. Minha decoração. Minha válvula de pressão. Você entende?”
Na escuridão do hall, com o cheiro de mofo e metal, Camila sentiu a última réstia de resistência se dissolver. Ele não estava oferecendo um refúgio. Ele estava definindo os limites da sua jaula. E, depois da Rua Jig-Jig, depois do táxi, aquela jaula parecia o único lugar no mundo onde ela ainda tinha um propósito, por mais distorcido que fosse.
Ela olhou para os sapatos enormes dele, depois para seus próprios pés sujos no chão de concreto.
“Sim, Mestre,” ela disse, a voz finalmente firme, resignada. “Eu entendo perfeitamente.”
Capítulo 8
O dedo de Rafael no meu mamilo apertou mais uma vez, torcendo o piercing de titânio. Um choque elétrico de dor e prazer subiu pelo meu peito, fazendo meus músculos abdominais se contraírem na água quente.
"Ele mentiu," eu sussurrei, ofegante. "Mas eu acreditei. Precisava acreditar em alguma coisa."
Rafael não respondeu com palavras. Sua mão deslizou da água, pingando, e pegou uma esponja áspera do lado da banheira. Ele começou a esfregar minhas costas com uma força que quase me empurrou para a frente, lavando a sujeira dos becos, o sangue seco, a mistura seca de fluidos do taxista e meu próprio suor. A esponja raspou contra a tatuagem das asas quebradas, e eu engoli um gemido. Era uma limpeza brutal, eficiente, impessoal. Não era carinho; era posse. Ele estava lavando o passado para marcar o presente.
"Então vamos fazer diferente," a voz dele finalmente ressoou no banheiro úmido. "Sem mentiras. Só fatos. Você é minha. Seu corpo é meu. E o Nyx vai aprender o que acontece quando se mexe com o que é meu."
Ele parou de esfregar. A mão dele, enorme e marcada por cicatrizes, desceu pela minha coluna até a curva da minha bunda. Sua palma se espalhou sobre uma das nádegas, apertando com uma força que fez a água se mover ao redor.
"E pra começar essa lição," ele continuou, sua voz um murmúrio grave perto da minha orelha. "Você vai mostrar pra ele o que perdeu. E o que agora pertence a um homem de verdade."
Meu coração bateu forte contra as costelas. "Como... como você quer que eu faça isso, Mestre?"
Ele deslizou a mão entre as minhas coxas debaixo d'água. Seus dedos encontraram o cadeado tatuado acima da minha boceta, depois desceram mais, passando por cima dos meus lábios inchados e sensíveis. Um arrepio percorreu todo o meu corpo.
"De joelhos," ele ordenou, sua voz perdendo qualquer traço de gentileza. "Na frente dele. E com minha mão no seu pescoço. Você vai olhar pra ele enquanto eu te fodo. Vai ver o nojinho, o desespero, a inveja nos olhos dele. E você não vai desviar o olhar."
Seus dedos pressionaram contra minha entrada, não entrando, apenas afirmando. A água quente não conseguia aquecer o frio que se espalhava pela minha barriga, mas misturado a ele, uma centelha perversa de antecipação começou a queimar. Era doentio. Era humilhante. E, de alguma forma, era justo.
"Sim, Mestre," minha voz saiu rouca, mas clara. "Eu quero que ele veja. Quero que ele saiba que a chave dele nunca abriu nada direito."
Rafael emitiu um som baixo, quase um rosnado de aprovação. Ele tirou a mão de entre as minhas coxas e pegou meu queixo novamente, forçando meu rosto para o lado para que nossos olhos se encontrassem no vapor do banheiro.
"Boa menina," ele disse, e pela primeira vez, houve algo que parecia genuíno naquela palavra, não apenas posse, mas aprovação. "Agora, termina de se limpar. O banho acabou. Temos um ex-namorado para visitar."
Ele se levantou, a água escorrendo de seu corpo titânico, seu pau já semi-ereto e imponente à minha frente. Ele não fez cerimônia, apenas pegou uma toalha e começou a se secar, como se eu já fosse parte da mobília.
Eu fiquei na banheira, a água esfriando rapidamente ao meu redor, o toque de seus dedos ainda uma marca de fogo na minha pele. O medo ainda estava lá, um nó firme na minha garganta. Mas havia algo mais agora, algo sombrio e determinado se enraizando no lugar daquele desespero antigo. Nyx me usou como um acessório em suas fantasias de "arte". Rafael me usaria como uma arma nas dele. E, pelo menos como uma arma, eu teria um propósito. Eu teria direção.
E, talvez mais importante, eu teria vingança.
Meus dedos trêmulos encontraram a esponja áspera que ele havia deixado cair na água. Eu comecei a esfregar meus braços, meus seios, entre minhas pernas, lavando os últimos vestígios dos rapineiros, do táxi, da minha vida antiga. Cada movimento era uma afirmação silenciosa.
Eu estava pronta.
Capítulo 9
A água esfriava em volta, mas uma memória quente me inundou. Meus dedos, passando a esponja por entre as minhas coxas, travaram. O corpo lembrou antes da mente: a pressão brutal da mão dele em mim, no banco do táxi, me esfregando até o limite enquanto o rosto me queimava com a gozada de um estranho. A sensação de ser aberta por seus dedos, controlada, usada como um brinquedo para humilhar outro homem. Um calor súbito e úmido brotou na minha buceta, tão intenso que me fez soltar um gemido baixo no banheiro vazio.
Era vergonha. Era nojo. Mas também era um desejo profundo e distorcido queimando nas minhas entranhas. Rafael não me pedira permissão. Ele tomara. E meu corpo, traidor, reagia àquela posse absoluta como a uma chama.
Saí da banheira tremendo, não de frio. A toalha áspera raspou a pele sensível dos meus seios, dos meus mamilos endurecidos. Não havia roupas minhas ali. Enrolei-me no tecido e avancei pelo corredor escuro em direção ao único cômodo iluminado, o quarto.
Ele estava deitado de costas na cama enorme, nu. A luz fraca do neon da rua pintava relevos em seu corpo titânico—os músculos densos, as cicatrizes prateadas, o cromo pulsante sob a pele. Seu pau já estava ereto, repousando pesadamente contra o abdômen, uma sentença silenciosa. Seus olhos, semicerrados, observavam-me entrar, um predador avaliando sua presa que voltava ao covil por vontade própria.
A toalha caiu aos meus pés. O ar gelado do loft arrepiou minha pele nua, mas não apagou o fogo interno. Ele não disse uma palavra. Apenas ergueu a mão, um gesto imperioso que ordenava minha aproximação.
Eu caminhei até a beira da cama, minha bunda ainda latejando da limpeza brutal, minha boceta pulsando com a lembrança. Seu olhar percorreu cada centímetro do meu corpo—as curvas largas dos meus quadris, a cintura fina, os seios pesados com os piercings de titânio, a tatuagem do cadeado acima do meu púbis. Era um inventário. Uma confirmação de propriedade.
Sua mão se moveu, não para me puxar, mas para acariciar o colchão ao seu lado. Uma ordem muda. Deitei-me sobre o lençol áspero, de costas, sentindo o calor dele irradiar para mim. Ele virou-se de lado, seu quadril pesado pressionando contra a minha coxa. A mão dele, quente e áspera, deslizou do meu peito até o meu ventre, os dedos traçando os contornos das minhas tatuagens.
Então, ele a enfiou entre as minhas pernas.
Não foi uma carícia. Foi uma reivindicação. Seus dedos encontraram meus lábios inchados e encharcados, espalhando minha própria umidade por toda parte. Ele esfregou com firmeza, circularmente, a palma da mão pressionando meu clitóris até me fazer arquivar as costas na cama, um suspiro preso nos dentes. Ele conhecia o ritmo, a pressão exata que havia usado no táxi. E meu corpo, maldito e obediente, respondeu na mesma cadência, abrindo-se, aquecendo-se, um gotejar silencioso de submissão molhando sua mão.
Ele se inclinou sobre mim, seu rosto uma sombra contra a luz. Seu pau rígido pressionou contra minha coxa, um cilindro quente e ameaçador. Eu sabia para onde isso levava. Para Nyx. Para a humilhação que ele planejara. Mas naquele momento, deitada sob sua mão hábil, com o cheiro dele e o meu próprio desejo no ar, tudo o que eu conseguia pensar era em como aquela violência controlada fazia cada fibra do meu ser tremer de necessidade.
Ele parou de repente, os dedos ainda enterrados em mim. Sua respiração era um sopro quente em meu pescoço.
"Amanhã," ele sussurrou, a voz um rosnado visceral que fez meu estômago se contrair. "Amanhã você paga a dívida dele."
E então, ele simplesmente deitou de costas novamente, puxando-me para que meu corpo se encaixasse contra o dele, minha bunda pressionada contra seus quadris, sua mão ainda descansando, pegajosa e possessiva, sobre a minha boceta. Não havia mais movimento. Apenas a promessa, e o calor dele me envolvendo como uma jaula de carne.
Capítulo 10
O silêncio do loft era profundo, quebrado apenas pela respiração lenta e pesada de Rafael contra minha nuca. Seu braço, um peso sólido e imóvel, estava jogado sobre minha cintura, a palma da mão ainda descansando sobre meu púbis, como um selo. A umidade entre minhas pernas havia esfriado, mas o latejar interno persistia, um eco profundo e perturbador.
Eu não conseguia dormir.
Meus olhos estavam abertos, fixos nas sombras que dançavam no teto de concreto, trazidas pelo piscar do neon vermelho do lado de fora. A mente, finalmente livre do pânico imediato, começava a fazer inventário. A estupidez monumental de confiar em Nyx. O desespero cego que me fez aceitar aquele último golpe. O beco. A chuva fria. O som úmido e repulsivo daqueles homens me usando. A dor aguda, dilacerante. O cheiro de suor barato e violência.
E então, ele. A sombra que parou. Os olhos amarelos, sem piedade, oferecendo um pacto faustiano. Salvação por posse. Liberdade por escravidão.
Eu disse "sim". A palavra havia saído de mim tão facilmente, como um último suspiro antes do afogamento. Naquele momento, era apenas instinto. Sobrevivência. Agora, deitada na cama dele, com o calor de seu corpo marcando o meu, a realidade do contrato se assentava como uma pedra no meu estômago.
Eu era propriedade dele. Ele havia me limpo com violência, me exibido para um estranho, me dedado até o orgasmo no banco de um táxi como um animal em exibição. E eu… eu tinha gostado. Não da humilhação. Mas da força. Da decisão absoluta. Da falta de escolha. Era um alívio perverso. Depois de tanto tempo tomando decisões erradas, lutando para controlar um mundo que só me batia, era um alívio profundo e doentio entregar o controle. Deixar que outra pessoa carregasse o peso. Mesmo que esse peso fosse ele.
Ele se mexeu atrás de mim, um ajuste inconsciente. Seu pau semi-ereto pressionou meu cóccix. Um estremecimento percorreu minha coluna. Medo? Antecipação?
“Você está acordada,” sua voz soou no silêncio, não uma pergunta, uma afirmação áspera.
Eu engoli em seco. “Sim.”
“Pensando.”
“Sim.”
Ele ficou em silêncio por um momento. Sua mão na minha boceta se moveu, não para estimular, mas para se firmar, seus dedos se enterrando levemente nos meus lábios externos, reafirmando a posse. “Pensando no que, minha putinha?”
A palavra, dita com aquela calma possessiva, fez meu estômago se contrair de novo. “Em… tudo. No beco. No táxi. Em Nyx.” Minha voz era um sussurro na escuridão.
“E no que você é agora,” ele completou, como se lesse meus pensamentos. Talvez lesse.
“Sim.”
Ele se aproximou mais, seus lábios roçando a pele do meu ombro. “E o que você é?”
Eu fechei os olhos. A resposta veio, não como uma admissão derrotada, mas como um fato frio e claro que finalmente se cristalizava dentro de mim. “Sua. Sou sua propriedade. Sua ferramenta. Sua… escrava.”
Um ruído baixo, quase um rosnado de satisfação, ecoou em seu peito. “Boa menina.” Sua outra mão deslizou pelo meu braço, até encontrar meu queixo, forçando minha cabeça para trás contra seu ombro. “Amanhã, você prova isso. Para ele. Para você. Para mim.”
A promessa, tão próxima, fez um novo fluxo de calor brotar onde seus dedos estavam. Eu estava quebrada. Reconstruída de uma forma errada e perversa. Mas eu estava viva. E, pela primeira vez em muito tempo, senti algo que se parecia com um propósito. Por mais torcido que fosse.
“Sim, Mestre,” sussurrei, e a palavra saiu mais fácil desta vez, carregada de uma submissão que agora ia além do medo, tocando em algo mais sombrio e resignado.
Ele não disse mais nada. Apenas apertou seu braço em volta de mim, numa posse final. E eu, finalmente, deixei meus olhos se fecharem, levada ao sono não pela paz, mas pelo esgotamento total e pelo calor opressivo e familiar da minha nova jaula.
Capítulo 11
A invasão dupla me deixa sem ar, sem pensamento. Metade dele na minha garganta é um preenchimento asfixiante, uma conquista. E os dedos… no meu cú… provocando a tatuagem do olho, entrando e saindo com um ritmo lento e perverso, abrindo caminho onde ainda dói. O lubrificante esfria rápido na brisa do moquifo, mas o calor dele lá dentro é inconfundível.
Eu engasgo, saliva escorrendo pelo meu queixo. Meus olhos arregalados encontram os dele por cima do meu corpo arqueado.
Rafael sussurra, a voz abafada contra minha buceta encharcada: “Boa puta. Engasga enquanto eu invado esse cúzinho virgem de punheteiro.” Seu dedo pressiona mais fundo, fazendo meu corpo se contorcer em um espasmo que ecoa direto na minha garganta. “Amanhã… quando eu te enfiar na cara daquele merda… você vai lembrar que quem abre seu cú sou eu.”
A afirmação, combinada com o movimento implacável dos seus dedos – um na minha garganta, outro no meu ânus – é um choque de realidade. Eu não sou mais uma vítima de Nyx. Sou o instrumento da vingança de Rafael. Sou o troféu vivo.
Ele puxa o dedo do meu cú com um ‘pop’ úmido e desagradável, e mergulha a língua novamente na minha buceta, lambendo o clitóris inchado com uma fome animal. O prazer volta em uma onda ainda mais violenta, misturado com a dor da penetração anal e a sufocação.
Eu me afundo ainda mais no pau dele, tentando engolir mais, tentando agradar. É uma dança macabra de submissão. Quanto mais ele me violenta, mais eu quero provar que posso aguentar.
“Quer lamber a cabeça agora, vadia?” ele pergunta, puxando o pau para fora da minha garganta apenas o suficiente para que a corona larga e brilhante fique à vista.
Eu ofegante, babando e tossindo. “S-sim, Mestre.” Minha língua sai, trêmula, e lambe avidamente aquela pele salgada e úmida. O gosto dele é intoxicante. É o gosto do poder. É o gosto da minha rendição.
“Bom,” ele rosnou. “Agora vira.”
O comando é seco. Eu me mexo desajeitadamente, joelhos doloridos no colchonete áspero, corpo girando até ficar de costas para ele. Meus olhos azuis, vermelhos e inchados, fitam o teto de concreto sujo.
Rafael se ajoelha entre minhas pernas abertas, suas mãos cibernéticas agarrando meus quadris largos com força suficiente para deixar novas marcas roxas. Suas coxas enormes empurram as minhas ainda mais para fora, me expondo completamente.
Ele segura seu pau com uma mão, a cabeça enorme pressionando contra minha entrada já escorregadia.
“Olha,” ele ordena.
Eu olho para baixo, vendo aquela monstruosidade encostada nos meus lábios inchados e úmidos. O contraste é brutal. Parece impossível. Parece um braço. Rafael punheta esfregando o clitoris dela e goza... O esperma marca Camila e seu corpo, um jato em seu rosto, porra espessa bem no meio entre seus lindos olhos azuis, depois um jato nos peitos, aqueles maravilhosos peitos pequenos com piercings, depois um jato na barriga cobrindo o piercing no umbigo e a tatuagem pública de cadeado. "Uma gozada boa pra deixar ele meio mole... Assim facilita pra meter... Ele vai crescer dentro de você"
“Você escolheu o Deus,” ele sussurra, sua voz um rugido baixo cheio de promessa. “Agora recebe.”
Ele coloca a cabeça
A cabeça larga rasga minha entrada num movimento único e implacável. Um grito rouco é arrancado da minha garganta – não apenas de dor, mas do choque absoluto de ser preenchida dessa forma. É como ser partida ao meio e remontada ao mesmo tempo.
Rafael para apreciando a boceta dela soltando sua goza cremosa, ela tinha uma boceta que ficava cremosa, perfeita para um pau como o dele.
“Dói?” ele pergunta, sua voz quase gentil em sua crueza.
Eu engasgo em lágrimas novas. “S-sim…”
“Bom,” ele diz simplesmente. “É para doer.”
Então ele enterra um terço do pau, arrombando a boceta de Camila que escorre aquele creme lubrificando, o pau de Rafael cresce dentro dela avançando, ela sentindo as veias pulsando enquanto arrombava Camila. Ele então avança metódicamente até o pau dele dar um golpe no útero dela, na entrada... Ela se contrai, tendo espasmos e espirrando gozo para todos o lado, os olhos revirando numa expressão patetica...
"Foi metade... A outra metade vai te arrombar...vai penetrar seu útero e você vai morrer... Já matei mulheres assim... Mas você vai ser minha boneca então não farei isso"
Meu corpo se adapta. Traiçoeiramente, se abre para ele. Um gemido longo e trêmulo escapa dos meus lábios enquanto meus quadris se levantam involuntariamente para encontrar os dele.
“Isso mesmo,” ele rosnou, aumentando o ritmo ligeiramente. Suas mãos nas minhas ancas são como grilhões de aço. “Toma seu Deus, putinha.”
Eu tomo. Tudo dói – minha garganta arranhada, meu cú latejante, minha buceta sendo aberta por uma invasão titânica – mas também há uma paz perversa nisso. Não há escolha a fazer agora. Não há ilusões. Há apenas isso: a posse absoluta dele sobre cada centímetro do meu corpo. Cada estocada, uma, duas, três .... Trinta... Quarenta... Cada uma dava um beijo na entrada do útero de Camila.
O clímax começa a se formar não como uma explosão súbita, mas como uma maré crescente de dentro do caos que ele criou dentro de mim. É um orgasmo nascido da rendição total.
“Vai gozar,” ele ordena, como se lesse cada tremor no meu corpo.
Eu não posso negar. Não quero negar.
Quando vem, é silencioso e profundo – um terremoto interno que faz todo o meu corpo arquear-se rigidamente contra o colchonete. Minha buceta se contrai violentamente em volta dele numa série de espasmos úmidos e intermináveis.
Rafael observa meu rosto contorcido com uma expressão de posse triunfante.
“Boa menina,” ele sussurra. Então seus quadris aceleram numa fúria final, suas enfiadas tornam-se curtas e brutais. “Agora… recebe tua recompensa.”
Ele enterra-se até o fim num último empurrão violento que atinge o útero diretamente. A cabeça do pau dele beija o útero e o buraco da cabecinha começa a espasmar, a pre porra dele já saindo, lubrificando as investidas anteriores, o útero de Camila parece acompanhar o corpo e se abrir para ele... A boceta carnuda e quente dela sente aquele tira enfiado na metade espasmando, as veias bombeando...
Um rugido rouco explode do seu peito.
Ela sente o pulsar lá dentro – jatos quentes e intermináveis enchendo-me profundamente – marcando ela como sua propriedade de uma vez por todas. Ele percebe que os jatos já preencheram o útero, então tira o pau um pouco e goza mais, depois que preenche um pouco mais ele tira mais um pouco e esporra mais... Até a boceta dela transbordar...
Ele permanece imóvel por longos segundos enquanto suas últimas contrações vibram dentro dela
Finalmente ele se inclina para frente sobre mim – suor pingando do seu rosto no meu peito – seus lábios encontrando os meus num beijo brutal que sabe a sal e poder.
“Agora você é minha,” ele respira contra minha boca.
E eu… eu apenas aninho meu rosto no pescoço dele – exausta – marcada – possuída.
Sem medo.
Por fim.
Sem ilusões.
Apenas sua
Capítulo 12
O silêncio no moquifo era espesso, interrompido apenas pelo respiração ofegante dela e o gotejar distante de uma torneira. Camila sentia seu corpo como uma paisagem devastada, cada músculo um protesto mudo. O calor do esperma dentro dela era uma presença impossível de ignorar, um peso quente e vivo.
Rafael se moveu com uma calma mecânica. Ele retirou-se dela com um som úmido, e ela viu, entre as pernas tremulas, o fluido branco e cremoso escorrendo para fora, misturando-se aos seus próprios fluidos no colchonete sujo. Sem uma palavra, ele pegou um rolo de fita metálica de um bolso do colete. A fita brilhou sob a luz fraca enquanto ele a aplicava com precisão cirúrgica sobre sua vulva inchada e sensível, selando-a.
“Fertilização completa,” ele disse, a voz ainda rouca, mas agora contida. “Tenho uma modificação cibernética que garante cem por cento de gravidez quando gozo dentro. Uso isso como arma. Quando enfrento um adversário, estupro a mulher dele na frente dele… engravido ela.”
Camila engoliu em seco. As palavras eram como pedras caindo em um poço fundo dentro dela. “Então… eu estou grávida.”
Ele assentiu, os olhos amarelos fixos nela. “Sim. Mas amanhã, como vamos colocar os implantes de boneca em você, já fazemos o aborto.” Ele tocou a fita prateada com a ponta de um dedo. “Enquanto isso… vamos deixar fermentar.”
A brutalidade do plano era tão absoluta que quase parecia lógica. Uma semente plantada apenas para ser arrancada no dia seguinte. Um símbolo de posse que nem mesmo teria tempo de germinar.
“Vamos,” ele ordenou suavemente, estendendo uma mão.
Ele a levantou do chão – seu corpo dolorido e maleável – e a conduziu até o cubículo minúsculo que servia de banheiro. A água que saía do chuveiro improvisado era tépida e suja, mas era água. Rafael não a empurrou debaixo do fluxo; ele a colocou lá e começou a lavá-la.
Seus movimentos eram surpreendentemente metódicos. As mãos grandes e cibernéticas, capazes de tanta violência, agora passavam a esponja sobre sua pele marcada com uma pressão cuidadosa. Ele lavou o sangue seco do seu lábio, a maquiagem borrada do seu olho roxo, o suor e os fluidos das suas coxas internas. Era um ato de posse tão íntimo quanto a penetração.
“Vire,” ele disse.
Ela obedeceu, apresentando as costas para ele. A esponja desceu pela sua coluna, sobre as nádegas doloridas.
“Por que?” ela sussurrou, a palavra escapando antes que pudesse contê-la.
“Por que o quê?”
“Por que… está fazendo isso? Me lavando assim?”
A esponja parou por um segundo. “Porque você é minha coisa agora. Cuido das minhas coisas.” A resposta veio simples, final.
Quando terminou com ela, ele entregou-lhe a esponja e virou-se, expondo suas costas largas e tatuadas à água. Camila hesitou por apenas um momento antes de começar. Lavar aquela superfície de músculos cicatrizados e metal embutido era outro tipo de rendição. Ela esfregou os ombros tensos, as costas onde demônios tatuados pareciam sussurrar.
“Tenho medo,” ela admitiu em voz baixa, quase perdida no som da água.
“Do quê?”
“De tudo. De amanhã. Dos implantes… da dor… de você.”
Rafael virou a cabeça para olhá-la por cima do ombro. A água escorria pelos sulcos do seu rosto ossudo.
“Você não precisa ter medo de mim matando você,” disse ele, sua voz um tom mais baixo dentro do cubículo.
“Por quê?”
“Porque você já é útil. E vai ser mais útil ainda.” Ele fez uma pausa.
“E… gosto da sua cara quando geme.”
Não era uma declaração de afeto. Era um cálculo.
Mas para Camila, naquele momento,
era mais reconfortante que qualquer promessa vazia de amor.
Utilidade era algo que ela podia entender.
Era um tipo de segurança.
Ele se virou completamente para enfrentá-la,
a água batendo em seu peito largo.
“E como boneca,
com os implantes…
vou poder meter em você com força total.
Você viu.
Eu só meti até a metade hoje,
e já matei mulheres metendo até o fim
e rompendo o útero.”
Ele ergueu uma mão,
estudando as juntas cibernéticas.
“Com você não quis fazer isso
porque é minha putinha.
Mas quando tiver o implante…
vou poder meter até o talo.”
Camila manteve os olhos fixos nele,
absorvendo aquela informação terrível
e promissora ao mesmo tempo.
Era o futuro dela:
transformada em algo capaz de receber toda a fúria dele
sem se partir.
Uma concha forjada para sua tempestade.
Ela assentiu lentamente,
um gesto pequeno
de aceitação total.
Rafael fechou a água.
O silêncio retornou,
agora úmido e íntimo.
Ele pegou uma toalha áspera
e começou a secá-la,
enrolando-a depois no tecido gasto.
“Amanhã é grande dia,”
ele murmurou,
envolvendo-a nos braços
para levá-la de volta para o colchonete.
“Para você…
e para Nyx.”
Deitada ao lado dele no escuro,
com a fita prateada latejando levemente em sua pele
e o peso dos planos dele sobre seus ombros,
Camila fechou os olhos.
O medo ainda estava lá,
mas agora tinha uma forma.
Ela não estava mais à deriva.
Estava ancorada
no propósito brutal
do seu dono.
E isso,
por enquanto,
era suficiente
Capítulo 13
A luz de uma manhã cinzenta filtrou-se pelas frestas das persianas enferrujadas, acordando Camila do sono pesado. O corpo ainda latejava, uma sinfonia de dores e memórias. Ela se moveu, sentindo a fita metálica que ainda vedava sua vulva, um lembrete físico do contrato selado na noite anterior.
Antes que pudesse articular qualquer pensamento, a porta do moquifo foi aberta sem cerimônia.
A mulher que entrou era uma visão de autoridade Camila. Japonesa, com cabelos negros lisos cortados em um bob perfeito que chegava ao queixo. Seu corpo elegante, vestido com um kimono moderno e negro, era uma tela para tatuagens tradicionais de yakuza que deslizavam por seu pescoço e emergiam em suas mãos, onde garras de tigre estilizadas pareciam prestes a arranhar o ar. Ela pertencia, claramente, às Garras de Tigre.
Nos braços, carregava duas roupas cuidadosamente dobradas.
Seus olhos escuros passaram de Camila, nua e enrolada na toalha, para Rafael, que já estava de pé, observando imóvel como uma estátua.
“Tem dois modelos, gostosa,” a mulher falou, sua voz tão aveludada quanto a seda do kimono, mas com um fio de aço por baixo. “Escolha.”
Ela estendeu as roupas. A primeira combinação era uma explosão de neon de Jig-Jig Street: um shorts de cintura alta e curtíssimo em verde ácido, com cinta-liga e botas de plástico brilhante na mesma cor impossível; um top vermelho-neon que prometia mal cobrir os mamilos; e uma jaqueta corta-vento em rosa choque.
A segunda era uma declaração de rebeldia pesada: um calção jeans desfiado e tão curto que mal cobriria o início das nádegas; botas de couro preto cravejadas de rebites até o joelho; finas fitas de couro preto, destinadas a cruzar sobre os seios e prender nos bicos; e uma jaqueta de motoqueiro de couro genuíno, também negra e adornada com metal.
Camila olhou para as opções, depois para Rafael. A escolha não era dela.
Ele estudou as duas pilhas de tecido por um momento, os olhos amarelos calculando. O visual de puta de rua de neon era uma afirmação óbvia, uma humilhação pública vestida. Mas o outro…
“A de couro,” ele disse, sua voz rompendo o silêncio. “As fitas nos peitos. Quero ver eles marcados. E o calção… tem que mostrar a bunda toda quando você se curvar.”
A mulher yakuza assentou, um quase imperceptível sorriso de aprovação nos lábios. “Boa escolha. Passa uma mensagem. Diferente.” Ela colocou a pilha de couro e jeans na única cadeira quebrada do lugar e inclinou a cabeça para Rafael. “O cirurgião está pronto para as 14h. No clinic do Doc Zippo, no sub-nível 3. Ele sabe do pacote completo: implantes e… a remoção.”
Rafael apenas assentou, um gesto áspero. A mulher saiu com a mesma discrição silenciosa com que entrou, fechando a porta atrás de si.
O olhar de Rafael voltou-se para Camila. “Vista-se.”
Com mãos trêmulas, ela se levantou e deixou a toalha cair. A fita prateada brilhou contra sua pele pálida. Ela pegou o calção jeans primeiro, deslizando-o pelas pernas. O tecido áspero e gasto era absurdamente curto, tão curto que a curva inferior das suas nádegas ficava completamente exposta. Ela o abotoou na cintura, sentindo-o como uma segunda pele apertada.
As botas vieram a seguir, pesadas e frias. Ela as puxou, os rebites pressionando suas panturrilhas. Depois, as finas fitas de couro. Ela as passou sobre os ombros, cruzando-as sobre o torso. Com os dedos hesitantes, ela puxou as pontas, apertando-as até que as tiras pressionassem seus mamilos já sensíveis através do tecido fino do sutiã que ela não tinha. Os bicos endureceram imediatamente, marcados pelo X perfeito de couro.
Por fim, a jaqueta. O couro cheirava a novidade e a poder. Ela a vestiu, sentindo o peso nos ombros. Não a abotoou, deixando o X preto sobre sua pele e o calção minúsculo completamente visíveis.
Quando ela terminou, ergueu o olhar para Rafael.
Ele a observou, de baixo a cima, lentamente. Seu olhar era como um scanner, avaliando cada centímetro. “Vire.”
Ela obedeceu, virando-se de costas para ele. O calção desaparecia completamente entre as nádegas generosas, expondo toda a curvatura redonda e pálida.
“Boa,” ele ronronou, a voz carregada de posse. “Você não é uma puta de rua qualquer. Você é minha puta. Isso aqui…” Ele apontou para o conjunto. “…diz que você é propriedade de alguém perigoso. Diz que você pode levar porrada e dar porrada. Amanhã, quando encontrarmos Nyx, ele vai ver a diferença. Vai ver o que ele perdeu e o que eu ganhei.”
Ele se aproximou, suas mãos cibernéticas pousando em seus quadris, os polegares esfregando a pele nua logo acima da linha do calção. “E daqui a poucas horas, vamos tirar a última coisa que ainda é frágil em você. Vamos fazer de você uma boneca. Minha boneca.”
Camila, envolta no couro e no propósito brutal dele, sentiu um estranho calafrio que não era apenas medo. Era antecipação. A roupa era uma armadura, uma nova pele. Ela já não era a punk desesperada do beco. Era algo em construção. Algo dele.
“Sim, Mestre,” ela sussurrou, e pela primeira vez, as palavras soaram menos como uma rendição e mais como um reconhecimento.
Capítulo 14
“Sim, Mestre,” ela sussurrou.
“Agora vá se maquiar,” Rafael ordenou, sua voz cortando o ar do moquifo. “Bem puta. O tipo de maquiagem que ele sabe que você nunca usaria para ele. Pois daqui a pouco visitaremos o tal de Nyx.”
Camila assentiu, a excitação perversa do novo propósito misturando-se ao medo antigo. Ela se dirigiu ao banheiro minúsculo, onde um pequeno espelho rachado refletia seu rosto ainda marcado pela noite anterior. A bolsa de maquiagem que havia resgatado dos escombros de sua vida anterior estava sobre a pia.
Ela começou com o corretivo, tapando a marca roxa sob o olho. Depois, a base, espalhando uma camada pálida e uniforme sobre sua pele de mármore. O próximo passo foi o olho: sombra preta, aplicada com força, estendendo-se até as têmporas em um esfumado agressivo. Delineador líquido, traços precisos e pontiagudos que terminavam em um rabo de andorinha dramático. Máscara de cílios, camada após camada, até que seus olhos azuis parecessem buracos gélidos em uma máscara de carvão.
Os lábios foram o toque final. Um batom vermelho-vinho, escuro como sangue coagulado. Ela o aplicou com precisão, preenchendo cada contorno, deixando os lábios carnudos e definidos, uma promessa cruel.
Quando terminou, ela recuou e examinou seu trabalho no espelho rachado. A transformação era completa. A punk desesperada havia desaparecido. Em seu lugar estava uma figura de provocação calculada. A maquiagem pesada e teatral enfatizava sua juventude e beleza ao mesmo tempo que a envolvia em uma aura de perigo e disponibilidade. Era o rosto de uma vadia de alto nível, uma propriedade valiosa que sabia seu valor.
Ela voltou para o cômodo principal, o salto alto das botas de couro ecoando no piso de concreto.
Rafael a avaliou em silêncio, seus olhos amarelos percorrendo cada detalhe: o X de couro sobre os seios, o calção que desaparecia entre as nádegas, o rosto transformado em uma máscara de desejo vendável.
“Bom,” ele disse, finalmente. “Agora, me fale. Como é a base do Nyx? E quantos marginais ele tem no bolso?”
Camila engoliu seco, organizando os pensamentos. A memória do apartamento dele era nítida, um contraste doloroso com o moquifo atual.
“É um loft no antigo distrito de embalagens, Mestre. Um andar inteiro, convertido. Tem uma fachada feia, concreto e grafite, mas por dentro… é limpo. Organizado. Ele se acha um *fixer* em ascensão, então gosta de parecer profissional. O lugar tem uma área de estar grande com sofás caros, um canto com equipamentos de som e iluminação – meus equipamentos, na verdade –, e um escritório no fundo, atrás de uma porta de aço.”
Ela fez uma pausa, os lábios vermelhos formando as palavras com desprezo. “Segurança é a parte dele que é piada. Ele tem, no máximo, três ou quatro capangas. Garotos com chromo barato, armados com pistolas Smart. Eles ficam na entrada, tentando parecer durões, mas são apenas uns idiotas impressionáveis. O Nyx acha que é esperto por não ter um exército, que chama menos atenção. Ele confia na localização escondida e no fato de ninguém saber que vale a pena atacá-lo.”
Um sorriso cruel surgiu no rosto de Rafael. “Três ou quatro. Com chromo de lojinha. E o loft? Só uma porta de entrada?”
“A porta principal é reforçada, sim. Mas tem uma saída de emergência no fundo, perto dos banheiros. Uma escada de metal que desce para um beco lateral. Ele sempre dizia que era nosso plano de fuga, caso a coisa feiasse.”
“Plano de fuga,” Rafael repetiu, o tom carregado de ironia sombria. “Perfeito. Hoje, ele vai aprender o que acontece quando você deixa sua mercadoria mais valiosa escapar.”
Ele se aproximou, uma mão pesada pousando no pescoço de Camila, os dedos cibernéticos pressionando suavemente a jugular. “Você vai entrar por essa porta principal, gostosa. Vai pedir para falar com ele. Vai dizer que voltou, que se arrependeu. E quando ele te deixar entrar… eu já estarei dentro.”
Capítulo 15
O distrito de embalagens era um cadáver de concreto. O prédio de Nyx se erguia, feio e discreto, exatamente como Camila descrevera. Rafael desapareceu na escuridão de um beco lateral minutos antes, deixando-a sozinha diante da porta de aço reforçada.
Dois guardas flanqueavam a entrada. Chromo barato, sim, mas com a arrogância típica de quem segura uma arma. Eles a viram se aproximar, os olhos escaneando imediatamente as curvas envoltas em couro preto.
“O que é, gata? Tá perdida?” o mais alto perguntou, um sorriso obsceno estampado no rosto.
Camila parou, respirando fundo. A maquiagem pesada era sua armadura. Ela forçou um sorriso igualmente obsceno, deixando a língua roçar os lábios vermelhos.
“Não tô perdida, não, gato. Vim ver o Nyx. Me diz que ele tá por dentro.”
O segundo guarda riu. “O chefe não recebe visitas. Principalmente umas vadias desconhecidas.”
“A gente não é desconhecida não,” ela disse, a voz um fio de mel envenenado. Ela fechou a distância até o primeiro guarda, seus dedos traçando o cinto dele. “Deixa eu dar uma provinha, amor. Só pra você ver se vale a pena chamar ele.”
O olhar do guarda vacilou entre o dever e o desejo. O desejo venceu. Ele assentiu, grosseiro. “Rápido, então.”
Camila se ajoelhou na calçada fria, as mãos abrindo o fly dele. Ela não pensou. Apenas agiu. Colocou o membro flácido na boca, usando língua e saliva com uma habilidade prática e teatral. O guarda gemeu, sua mão pesada pousando na nuca azul dela. Em segundos, ele estava duro, seus quadris começando a se mover.
“Caralho, ela sabe o que faz…” o outro murmurou, observando com os olhos esbugalhados.
Em menos de um minuto, o guarda estava ofegante. “Vai, puta! Engole tudo!” Ele jorrou na garganta dela, e Camila engoliu com um sorriso forçado, limpando os lábios com o dorso da mão.
“Agora o seu,” ela disse, virando-se para o segundo guarda, seus olhos azuis gelados. Ele não hesitou.
Quando ambos estavam satisfeitos, arregaçando as calças com um ar de conquista, Camila se levantou. “Agora podem falar com o Nyx? Digam que é a Camila. Ele vai querer me ver.”
Os guardas trocaram um olhar, ainda sob o efeito do prazer rápido. O mais alto bateu na porta, falou baixo no intercom. A porta pesada se abriu com um clique.
O loft era exatamente como ela lembrava. Sofás caros, equipamentos de som parados, um cheiro de incenso barato e ambição. E lá, no meio da sala, estava Nyx. Ele parecia mais magro, os olhos alertas.
“Camila?” a voz dele foi uma mistura de surpresa e desconfiança. “Que porra é essa? Como você achou esse lugar?”
“Eu lembro de tudo, Nyx,” ela disse, andando devagar para dentro, seus saltos ecoando. “Vim me desculpar. Fui uma idiota. Você tinha razão… eu preciso de proteção.”
Ele a observou, os olhos percorrendo o visual agressivo. “E essa roupa? Você tá parecendo uma puta de nível corporativo.”
“É o que eu tenho agora,” ela encolheu os ombros, fingindo vulnerabilidade. “Tô sozinha. Com medo. Voltei pra você.”
Nyx estudou seu rosto por um longo momento. Um sorriso lento surgiu. “Sabia que você voltaria. Ninguém cuida de você como eu.” Ele fez um gesto para os guardas. “Fecham a porta. A gente vai conversar.”
Os guardas se viraram para obedecer.
Foi quando o caos explodiu.
A porta de emergência no fundo do loft arrebentou com um estrondo de metal retorcido. Rafael surgiu como um demônio saído das sombras, uma massa de músculo e cromo pulsante. Ele não deu aviso.
O primeiro guarda, o mais alto, mal teve tempo de sacar a pistola. Rafael o pegou pelo queixo com uma mão e pela virilha com a outra. Com um único e brutal movimento de torção, um estalo úmido e horrível ecoou na sala. A cabeça do homem girou 180 graus, os olhos ainda mostrando perplexidade, antes que o corpo caísse, mole.
O segundo guarda conseguiu disparar. Um tiro errante estilhaçou uma tela de vidro. Rafael fechou a distância em um passo. Sua mão cibernética, os dedos afiados como garras, perfurou o peito do homem como se fosse manteiga. Ele fechou o punho dentro da cavidade torácica e puxou para fora, trazendo consigo um emaranhado fumegante de vértebras, costelas e tecido pulmonar. O guarda caiu de joelhos, um último suspiro borbulhante escapando, e desabou sobre suas próprias entranhas.
Silêncio. Só a respiração ofegante de Nyx e o cheiro metálico do sangue.
Rafael ergueu o que restava do segundo guarda pelo cabelo, mostrando a massa ensanguentada para Nyx, cujo rosto estava pálido de puro terror.
“Olha só,” Rafael rugiu, sua voz encharcada de violência. “Sua segurança.”
Antes que Nyx pudesse reagir, uma porta no fundo do escritório se abriu. Uma mulher saiu, atraída pelo barulho. Ela era morena, de traços fortes, com cyberlegs douradas que reluziam sob uma saia curta. Seus braços tinham a textura de cromo polido.
“Nyx? Que diabos está acontecendo?” ela perguntou, em um português carregado de sotaque. Seus olhos se arregalaram ao ver a carnificina.
“Ketelyn, foge!” Nyx gritou, mas era tarde demais.
Rafael soltou o cadáver e seu olhar predatório se fixou na nova presença. “Ah… a irmãzinha,” ele disse, o prazer na voz era palpável. “Brasileira. Cyberlegs douradas. Muito bom.”
“Quem é esse maluco, Nyx?” Ketelyn perguntou, recuando, suas pernas cibernéticas sussurrando.
“Eu sou o novo dono,” Rafael respondeu, avançando. “E você é o pagamento pela dívida do seu irmão.”
Ele foi rápido demais. Uma mão agarrou seu pescoço, a outra rasgou a saia e a calcinha num único movimento. Ketelyn lutou, seus membros cibernéticos desferindo um chute potente que faria estremecer um homem comum. Rafael apenas a absorveu, seu cromo brilhando. Ele a jogou de bruços sobre a mesa de centro de vidro caro, que rachou sob o impacto.
“Não! Por favor!” Nyx chorou, paralisado pelo medo.
Rafael ignorou-o. Suas calças foram abertas. Seu pau, já enorme e latejante de antecipação, surgiu. Ele não fez cerimônia. Alinhou a ponta com a entrada de Ketelyn, que estava seca e tensa de pânico.
“Você disse que já fez isso antes,” Camila sussurrou, observando de perto, seu corpo quente com uma excitação perversa.
“E faço bem,” Rafael respondeu.
E então, ele empurrou.
Capítulo 16
Rafael não esperou. Com a força bruta de seu corpo cibernético, ele virou Ketelyn de costas contra a mesa de vidro rachada. Uma mão grande agarrou os dois pulsos dela, prensando-os na base das costas, enquanto a outra entrelaçou-se em seus cabelos escuros.
“Aquí, puta, ¡mame mi polla!” rugiu ele, empurrando a cabeça dela em direção ao seu membro.
O pau dele era um pilar de carne e ira, latejando contra o rosto aterrorizado de Ketelyn. Antes que ela pudesse sequer cerrar os dentes em defesa, Rafael socou com força brutal, enterrando a ponta inchada e roxa fundo em sua garganta. Um som abafado e horrível de engasgo preencheu o loft, úmido e desesperado. A força do impacto foi tanta que o maxilar dela se deslocou com um *pop* audível, sua boca forçada a abrir num ângulo contraído e não natural, impossibilitando qualquer tentativa de morder. Ela era apenas um buraco.
Rafael começou a foder a boca dela com estocadas curtas e devastadoras, cada uma mais profunda que a anterior. A garganta de Ketelyn se contraía em espasmos violentos, tentando expelir a intrusão, mas ele a usava sem piedade. Saliva e suco gástrico espumavam nos cantos de sua boca forçada, escorrendo por seu queixo e pescoço. O som era constante: um *glup-glup-glup* rouco e ofegante, entremeado por seus sufocos abafados.
Nyx observava, paralisado, o rosto uma máscara de horror. As mãos dele tremiam, incapazes de se mover.
Rafael puxou a cabeça de Ketelyn para trás por um instante, apenas o suficiente para que a ponta de seu pau saísse, brilhando com saliva e muco. Ele olhou fixamente para Nyx, seus olhos amarelos ardendo com uma fúria lasciva.
“¡Implora, Nix! ¡Implora, cabrón!” ele ordenou, sua voz um trovão carregado de prazer sádico. “¡Implora por tu hermana!”
Antes que Nyx pudesse formar uma palavra, Rafael enterrou-se novamente na garganta deslocada de Ketelyn, seu quadril batendo com força contra seu nariz. Ela tossiu, um jato de vômito ácido subindo e sendo engolido à força pela próxima estocada. Seu corpo, impulsionado pelas pernas cibernéticas douradas, espasmodava-se inutilmente contra a mesa.
Camila observava, encostada na parede, a respiração acelerada. Um calor úmido e traiçoeiro crescia entre suas próprias pernas, testemunhando a posse absoluta. Aquilo era poder. Era propriedade em sua forma mais crua.
Nyx caiu de joelhos, as lágrimas misturando-se ao suor em seu rosto. “Por favor… para… ela não tem nada a ver com isso…”
Rafael riu, um som rouco e vazio, enquanto continuava a usar a boca de Ketelyn como uma buceta substituta, cada estocada um ato de dominação sobre ambos.
Capítulo 17
Nyx implorou em portunhol molhado de lágrimas. “¡Para, por favor, te lo suplico! ¡Ella es inocente!”
Rafael ignorou. Continuou a foder a garganta de Ketelyn com golpes profundos que faziam o corpo dela arquejar contra a mesa. Ele puxou-a pelos cabelos para trás, seu pau saindo com um *pop* úmido, coberto de saliva e vômito. Ketelyn engasgou, arfando, seu maxilar ainda deslocado pendendo de forma grotesca.
“Mira, Nix,” Rafael rosnou, virando Ketelyn para que o irmão visse seu rosto totalmente arruinado. “Mira lo que tu deuda compró.”
Ketelyn era uma morena porto-riquenha de beleza feroz, agora desfigurada pelo terror. Seus cabelos eram negros como asfalto molhado, cacheados e longos, agora embolados e sujos. Sua pele tinha o tom de café com leite, quente e dourada, contrastando com os olhos amendoados de um verde-floresta extraordinário, agora embaçados de dor e humilhação. Ela tinha traços afiados, queixo forte, lábios carnudos que normalmente deviam provocar com um sorriso arrogante. Seu corpo era uma obra de arte atlética: ombros largos, cintura fina e quadris curvilíneos que se abriam em uma bunda poderosa, realçada pelas pernas cibernéticas douradas e elegantes que terminavam em pés com garras retráteis. Mesmo em agonia, sua figura era majestosa.
“Por favor…” Ketelyn sussurrou, sua voz um ruído rouco e quebrado, a dor do maxilar tornando cada sílaba um tormento. “¡Déjame ir! ¡No sé nada de sus negocios!”
“¡Cállate, puta!” Rafael deu um tapa brutal em seu rosto, fazendo-a cair de lado sobre a mesa. Ele a puxou pelos quadris, posicionando-se atrás dela. Suas mãos grandes agarravam a cintura fina dela, os polegares pressionando as covas das costas. O pau dele, latejante e injetado de sangue, repousava contra a fenda de sua bunda, pressionando o tecido fino de seus shorts.
Ele olhou para Nyx, depois para Camila, seus olhos amarelos queimando. “La puerta de atrás está cerrada, hermanita. Pero la de adelante… esa la abro yo.”
Ketelyn entendeu. Seus olhos verdes se arregalaram em puro pânico. “¡No! ¡Por favor, no ahí! ¡Soy virgen ahí! ¡Te lo juro!”
Rafael riu, um som baixo e cruel. Sua mão desceu, os dedos rasgando o tecido dos shorts e da calcinha com um único puxão brutal. A carne morena e perfeita de suas nádegas foi exposta, tremendo.
“¡Mentira! ¡Toda puta como tú tiene el culo roto!” Ele cuspiu na mão, esfregando a saliva na ponta de seu pau e contra o anel tenso e rosado que apareceu entre suas nádegas. “¡Pero hoy, vas a aprender lo que es ser propiedad! ¡Pídemelo! ¡Pide la verga que va a romperte!”
Ketelyn chorou, soluços violentos sacudindo seu corpo. Ela olhou para o irmão, que estava imóvel, destruído. Não havia salvação.
“¡Por favor…!” ela gritou, a voz se partindo. “¡Señor…! ¡Dámela…! ¡Dame tu verga… por favor…!”
Rafael sorriu, uma expressão de predador satisfeito. Alinhou a cabeça inchada de seu membro contra o centro apertado e virgem. Os músculos de Ketelyn contraíram-se desesperadamente, tentando fechar-se.
“Más fuerte, perra.”
“¡DAMELA!” ela gritou, a vergonha quebrando-se como vidro. “¡ROMPEME! ¡POR FAVOR, SEÑOR, ROMPE MI CULO!”
Satisfeito, Rafael inclinou-se para a frente, seu peso imenso imobilizando-a completamente. Ele aplicou uma pressão constante, inexorável, e a cabeça de seu pau começou a forçar a entrada.
Um grito animal, rouco e interminável, saiu da garganta de Ketelyn. Seu corpo arquejou, os dedos arranhando o vidro da mesa.
O caminho estava preparado.
Capítulo 18
A cabeça inchada de Rafael forçava a entrada com uma pressão constante e monstruosa. Ketelyn gritou, um som gutural que ecoou no loft vazio. Ele parou quando metade de seu comprimento imenso desapareceu dentro dela, o anel tenso esticado ao redor da base.
“Así… así me gusta,” ele sussurrou, os olhos fixos em Nyx. “Mira cómo se abre, hermano.”
Então começou a foder. Não foi uma investida violenta, mas uma série de estocadas controladas e profundas, exatamente como fizera com Camila na noite anterior. Cada embate era um golpe de pilão, martelando as entranhas de Ketelyn. Ela tentava se contorcer, mas seu corpo estava imobilizado sob seu peso, suas pernas cibernéticas tremendo inutilmente.
“¡Ay, Dios mío…! ¡Me está rompiendo…!” ela gemeu, a voz uma mistura de dor e humilhação. A própria preejaculação de Rafael fluía em abundância, lubrificando o caminho com um líquido espesso e quente que escorria pelas suas coxas. “¡Es tan grande…! ¡Por favor… más suave…!”
Rafael riu, aumentando o ritmo. “Puta mentirosa… Te encanta, ¿verdad? ¡Dilo!”
Entre soluços e arfadas, Ketelyn começou a falar, as palavras saindo num fluxo de submissão forçada. “¡Sí…! ¡Me encanta tu verga enorme en mi culo…! ¡Rómpeme, señor…! ¡Hazme tu puta…!”
Seu corpo começou a responder contra sua vontade, os músculos internos se contraindo em torno da intrusão monstruosa, succionando-a mais fundo a cada retirada.
Rafael olhou para Camila, sua ordem um rugido baixo. “Punheta o Nix. Quero ele duro.”
Camila obedeceu instantaneamente, movendo-se para a frente de Nyx. Seus dedos deslizaram para dentro das calças dele, encontrando um pau pequeno e mole. Ela começou a massageá-lo com movimentos firmes, seus olhos fixos na cena violenta atrás dele.
“Olha só,” ela sussurrou para Nyx, cuja respiração estava ofegante de horror. “Olha como sua irmã está sendo comida. Ela está gostando.”
Enquanto as mãos de Camila trabalhavam, o pau de Nyx começou a responder, inchando lentamente até seus modestos quinze centímetros – um brinquedo infantil comparado à besta que estava destruindo Ketelyn.
Rafael, sentindo a iminência, mudou a posição. Com um movimento brusco, ele puxou Ketelyn para cima e a virou de costas sobre a mesa de vidro. Ele se posicionou entre suas pernas abertas, realinhando-se com seu cu agora escancarado e brilhante. Ele entrou de uma vez, fazendo-a gritar novamente, e começou uma série final de estocadas profundas e rápidas.
“¡Ahora!” ele ordenou, olhando para Nyx. “Fode a boca dela. Já.”
Nyx, guiado por um instinto animal de sobrevivência e uma perversa curiosidade, aproximou-se. Ketelyn, com os olhos arregalados, viu o pequeno membro do irmão se aproximando de seus lábios inchados. Ela tentou virar o rosto, mas a mão de Rafael agarrou seu queixo, forçando-a a abrir a boca.
Nyx empurrou para dentro, fechando os olhos. Ele bombou o curto comprimento na garganta da irmã com movimentos trêmulos.
Foi o estímulo final para Rafael. Seus quadris dispararam numa cadência frenética, os músculos das costas tensionados como cordas de aço. Um rugido saiu de seu peito. Ele puxou seu pau para fora do cu arruinado de Ketelyn no último segundo, suas mãos agarrando o rosto dela.
A explosão foi violenta. Jatos grossos e quentes de porra cobriram o rosto de Ketelyn, atingindo seus olhos, seu nariz, sua boca aberta e ofegante. Ela tentou cuspir, mas o fluido branco e pegajoso escorria por seu queixo, pingando em fios pesados sobre seus seios.
Seu rosto ficou irreconhecível. A máscara de sêmen grudava seus cílios, pintava suas bochechas com listras brancas e se acumulava nas cavidades de suas narinas. Seus lábios, já inchados pela violência, estavam selados por uma camada brilhante. Os olhos verdes, antes vívidos, estavam quase completamente cobertos, apenas um brilho úmido e perdido transparecendo através da cortina branca. Era a imagem definitiva da posse e da humilhação total.
Rafael recuou, ofegante, seu pau ainda pulsando. Ele olhou para Camila, que ainda massageava o pau de Nyx.
“Amanhã,” ele disse, a voz rouca de esforço. “Você recebe suas doll implants. E então vamos brincar de verdade.”
Capítulo 19
Rafael ignorou o grito desesperado de Nyx e a respiração ofegante de Camila. Sua atenção estava inteiramente no corpo tenso de Ketelyn sob ele. Ele ajustou o ângulo, a cabeça enorme de seu pau pressionando contra a entrada arrombada e ensanguentada dela.
Com um rosnido, ele afundou de uma vez.
Um som gutural e quebrado escapou da garganta de Ketelyn. Seu corpo arqueou, uma convulsão violenta, antes de cair de volta na mesa de vidro com um baque. Rafael não esperou. Ele começou a se mover, uma bomba rítmica e profunda, cada investida um golpe de pilão no seu ventre.
O ruído era obsceno. Um estalido úmido e pesado de carne violada, misturado ao som de ossos rangendo sob a pressão brutal. Fluidos escuros e espumosos vazavam a cada retirada, espalhando-se pelas coxas dele e pela superfície fria da mesa.
Ele aumentou o ritmo. Suas mãos, como tenazes, agarravam os quadris dela, os dedos afundando na carne pálida até deixarem marcas roxas. A visão era de pura destruição. O pau dele desaparecia e reaparecia, brilhando de vermelho vivo, dilatando ainda mais os lábios inchados e rasgados dela.
Ketelyn não gritava mais. Seus pulmões só conseguiam emitir um assovio rouco a cada impacto, os olhos vidrados fixos no teto. Um fio de saliva tingida de sangue escorria de seu canto da boca.
Dentro, a devastação era total. Cada enfiada maciça esmagava tecidos já traumatizados, forçando passagem onde não havia mais elasticidade, apenas rasgo e dor pura. Rafael respirava pesado, seus músculos cromados tensionados como cabos de aço, um suor frio escorrendo por suas costas.
Ele olhou para o rosto dela. A luz estava se apagando. Um tremor final percorreu seus membros, um último sinal de vida sendo expulso pelo ataque implacável. Rafael não diminuiu. Ele afundou ainda mais fundo, seus quadris colando-se nela com um baque final, e ficou lá, pulsando.
O corpo de Ketelyn estremeceu uma última vez, um soluço abafado que mais parecia o ar escapando de um balão furado. Então, tudo parou. A tensão nos músculos abdômen se desfez, os braços caíram inertes ao lado do corpo, a cabeça rolou para o lado. Os olhos, antes cheios de terror, agora eram apenas vidro opaco, vazios.
Rafael permaneceu imóvel por alguns segundos, seu pau ainda enterrado na carne quente e agora sem vida. Então, ele se retirou lentamente. O som foi de algo sendo desenterrado de um pântano. Ele se virou, seu membro monumental e ensopado de violência agora apontado para Camila.
Sem uma palavra, apenas com um olhar, ele ordenou. Ela se arrastou para frente, os joelhos encontrando o chão frio e molhado, e inclinou a cabeça para cumprir seu dever.
Sem hesitar, Camila avançou, ajoelhando-se na poça morna de fluidos e sangue no chão. O pau de Rafael estava diante dela, um monumento de carne violenta. A haste grossa e pulsante estava coberta por uma camada espessa e brilhante — uma mistura do sangue escuro de Ketelyn e da porra branca e pegajosa que ele havia descarregado dentro do corpo morto. O cheiro era forte, metálico e salgado, enchendo suas narinas.
Ela abriu a boca, esticando os lábios ao máximo para envolver a cabeça inchada e roxa. O gosto invadiu sua língua de imediato — um sabor intenso de ferro, sal e uma amargura peculiar que fez seu estômago revirar. Ela engoliu o impulso de vomitar, focando no dever. Sua língua se moveu com determinação, lambendo as veias salientes da parte inferior, limpando os filetes de sangue que escorriam pelo tronco.
Camila tentou afundar mais, mas o tamanho era descomunal. Ela só conseguiu engolir uns bons centímetros antes que a garganta se fechasse, um reflexo insistente. Ela usou as mãos, enrolando os dedos na base que seus lábios não alcançavam, e começou um movimento sincronizado. Para cima e para baixo, sua boca sugando com força, suas mãos torcendo suavemente, limpando a porra ressecada e os coágulos mais teimosos. Os olhos lacrimejavam, mas ela não parou. Cada passada da língua sobre a pele sensível, cada sucção úmida, era um esforço para agradar, para provar sua utilidade. Ela olhava para cima, para o rosto impassível de Rafael, buscando um sinal — qualquer sinal — de aprovação.
Do canto da sala, vinha o som. Um soluço rouco e contínuo, cortado por arfadas de pânico. Nix estava encolhido contra a parede, os joelhos dobrados contra o peito. Ele não conseguia desviar o olhar. Via o corpo inerte da irmã sobre a mesa, os olhos vazios e a boca entreaberta. Via a mulher que um dia amara, agora de joelhos, engolindo com devoção animal o instrumento daquela destruição. Cada ruído úmido da boca de Camila, cada gemido abafado que ela emitia ao se forçar mais fundo, era um prego no caixão da sanidade dele. Seu rosto estava encharcado de lágrimas e muco, os olhos inchados e vazios, fixos no horror que se desenrolava. Ele estava quebrado, reduzido a um casulo de choque e terror, testemunhando a absoluta aniquilação de seu mundo.
Rafael colocou uma mão pesada na nuca de Camila, seus dedos se entrelaçando no cabelo azul-elétrico ainda úmido. Ele não empurrou, apenas segurou, um lembrete físico de seu domínio. Ela redobrou seus esforços, a cabeça movendo-se com mais vigor, a boca fazendo um som obsceno e molhado de dedicação total. Ela limpava tudo, cada centímetro, com a língua e os lábios, até que a pele dele estivesse apenas úmida de sua saliva e do suor do esforço dela.
Quando ela finalmente retirou a boca, ofegante, com os lábios inchados e brilhantes, o pau dele estava limpo. Ainda monumental, ainda ameaçadoramente ereto, mas livre dos vestígios da violência anterior. Era uma posse nova, dedicada apenas a ela naquele momento. Ela ficou ali, de joelhos, a cabeça baixa, esperando o próximo comando, enquanto a respiração rouca e quebrada de Nix preenchia o silêncio pesado.
Capítulo 20
O olhar de Rafael lentamente se desprendeu do corpo obediente de Camila e se fixou em Nix, encolhido no canto. A mão que estava na nuca dela deu um aperto final, uma ordem silenciosa para ela parar. Camila obedeceu, afastando os lábios inchados com um som úmido, mas permanecendo de joelhos, ofegante, a gaze do seu olho roxo já escurecendo.
Rafael se virou, seu pau monumental ainda em ereção, um testemunho bruto do que acabara de acontecer. Ele deu dois passos pesados em direção ao ex-namorado de Camila. A luz neon da sala jogava sua sombra titânica sobre Nix, engolindo-o.
“Tu fugiu, cuzão,” a voz de Rafael era baixa, um rosnado carregado de um desprezo que era mais cortante que qualquer grito. “Traiu a Camila. Deixou ela naquele beco, sendo estuprada por rapineiros.”
Nix tentou engolir, mas só produziu um ruído engasgado. Seus olhos, inundados de terror, pularam de Rafael para o corpo inerte da irmã sobre a mesa, e então para Camila, de joelhos e submissa.
Rafael inclinou-se ligeiramente, como se estudasse um inseto. “Você sabia o que eles iam fazer depois de foder ela, não sabia? Todo mundo nos becos sabe. Eles iam retirar as cybernéticas dela. Viva. Arrancar os implantes óticos, os reforços neurais… tudo. Ela teria sangrado até virar um saco de carne vazia num lixão.”
Cada palavra era um golpe. Camila, ouvindo, sentiu um calafrio percorrer sua espinha que não tinha nada a ver com tesão. Era o eco da morte que ela havia escapado por um triz, agora colocado em palavras pela boca do homem que a possuía.
Nix começou a tremer incontrolavelmente. “Eu… eu não… eles me ameaçaram também, eu…”
“Você correu,” Rafael cortou, seu tom final, irrefutável. “Você salvou a própria pele e entregou a dela. Por isso que você está aí, chorando no canto. E por isso que ela está aqui.” Ele fez um gesto com a cabeça em direção a Camila. “De joelhos. Limpando a porra e o sangue da sua irmã do meu pau. É a matemática das ruas, Nix. A dívida sempre é paga.”
Ele se endireitou, e seu olhar agora era de puro desdém. “E a dívida dela por você ainda não está quitada. Nem de perto.” Rafael se virou de costas para Nix, um ato de desprezo total, e caminhou de volta até Camila. Sua sombra a envolveu novamente.
“Levanta,” ele ordenou.
Camila se ergueu em pernas trêmulas. Ele pegou seu queixo com força, forçando-a a olhar para ele. “Você ouviu. Lembrou?”
Ela anuiu, um movimento mínimo. Sim, ela tinha lembrado. A traição completa. A proximidade do fim que ele descrevera.
“Bom,” ele sussurrou, seus dedos deslizando do queixo para o pescoço, numa posse que era ao mesmo tempo ameaçadora e protetora. “Agora você vai ver o resto do pagamento.”
Seu olhar então voltou-se para o corpo de Ketelyn, ainda estendido sobre a mesa de vidro, os olhos vazios fixos no teto. Uma ideia, lenta e perversa, pareceu tomar forma em seus olhos amarelos. Ele olhou para Camila, depois para Nix, e um sorriso cruel curvou seus lábios.
“A noite ainda é jovem,” ele disse, sua voz carregada de uma promessa sombria. “E a propriedade recém-adquirida precisa ser… marcada corretamente.”
Capítulo 21
A ordem ecoou no silêncio pesado do loft, cortando o ar úmido como um chicote. Rafael não olhou para Nix. Seu olhar, imóvel e carregado de uma frieza absoluta, permaneceu fixo em Camila, como se testasse a profundidade da lealdade que havia semeado nela com sangue e sêmen.
Nix parou de tremer. O terror em seus olhos cristalizou-se em um horror absoluto, um entendimento que ia além do medo da morte. Ele engoliu seco, a garganta emitindo um ruído de engasgo. “O… o quê?”
“Você ouviu,” a voz de Rafael não se elevou. Era plana, fatal. Um decreto. “Sua irmã. A mesa. Agora. Ou eu desativo seus joelhos e você assiste enquanto eu faço com a Camila o que você não teve coragem de fazer.”
Camila sentiu o estômago se contrair. A brutalidade da ordem era tão monumental, tão perversamente *final*, que quase a fez perder o equilíbrio. Não era apenas violência. Era a profanação total de tudo. Um marco que, uma vez ultrapassado, não teria retorno. Ela olhou para o corpo pálido e imóvel de Ketelyn, os seios ainda marcados pela violência, os olhos vidrados. E então olhou para o rosto devastado de Nix.
Rafael finalmente se virou para o homem encolhido. Seu pau, ainda imponente e sujo, pendia como um cetro de carne. “É a última oferta, Nix. Um último ato de… família. Ou você vira uma pilha de carne e metal no chão. Escolha.”
A luta no rosto de Nix era um espetáculo grotesco. O instinto de sobrevivência, primitivo e avassalador, guerreando contra o último vestígio de humanidade, de irmandade. Os segundos se arrastaram, pesados como chumbo. A luz neon piscou, lançando sombras dançantes sobre o cadáver.
Com um gemido que saiu das profundezas de sua alma despedaçada, Nix se moveu. Não como um homem, mas como um fantoche com os fios cortados. Arrastou-se pelo chão, evitando olhar para Rafael, para Camila. Seus movimentos eram truncados, descoordenados pela paralisia do choque.
Ele chegou à mesa. Suas mãos, trêmulas, pairaram sobre o quadril frio da irmã. Ele fechou os olhos, um soluço abafado escapando. E então, com uma determinação nascida do puro pavor, ele desabotoou seu próprio jeans, puxando-o para baixo junto com a cueca. Seu membro, murcho e encolhido pelo terror, era um testemunho patético do ato monstruoso que se preparava para cometer.
Rafael observava, impassível, um braço envolvendo os ombros de Camila, puxando-a contra o calor brutal de seu corpo. Era uma posse que a impedia de fugir, de fechar os olhos. “Assiste,” ele sussurrou em seu ouvido, o hálito quente. “Assiste o preço da traição.”
Nix choramingava baixo, uma ladainha de desespero. Ele se posicionou entre as pernas abertas e inertes de Ketelyn. A visão era surreal, obscena. O corpo masculino vivo, tremendo, tentando se alinhar com a carne pálida e sem vida. Ele tentou. Falhou, o membro flácido incapaz de encontrar entrada. Um ruído de frustração animal saiu de sua garganta.
“Usa a mão,” Rafael ordenou, sua voz um comando baixo e implacável. “Enrijece. E cumpre.”
Chorando abertamente agora, Nix obedeceu. Sua mão fechou em torno de si mesmo, começando um movimento mecânico e desesperado. Ele olhava para o lado, para a parede, para qualquer lugar que não fosse o rosto vazio da irmã. O som úmido e solitário de sua masturbação forçada preencheu a sala, um contraponto grotesco ao silêncio da morte.
Camila sentia o coração batendo violentamente contra as costelas. O nojo era uma bola quente em sua garganta, mas sob ele, alimentado pelo braço de ferro de Rafael ao seu redor e pelo sussurro em seu ouvido, uma faísca perversa de excitação tremia em seu núcleo. Ela via o poder absoluto de Rafael em ação. Ele não apenas matava o corpo. Ele assassinava a alma. Ele reescrevia a realidade, forçando um homem a se tornar o próprio pesadelo. E ela, sua propriedade, era testemunha e cúmplice. O pertencimento a ele, naquele momento, era o único farol em um mar de trevas. Era aterrador. Era intoxicante.
Após um tempo que pareceu uma eternidade, o corpo de Nix estremeceu. Um jato fraco e translúcido de sêmen disparou, manchando a coxa pálida e o púbis de Ketelyn. Não foi um orgasmo de prazer, mas uma convulsão de horror. Ele imediatamente se afastou, tropeçando, vomitando bile e desespero no chão.
Rafael soltou um som baixo, quase um ronronar de satisfação. Ele soltou Camila e deu um passo à frente, olhando para a cena final. A profanação estava completa.
“Agora sim,” ele disse, sua voz recuperando seu tom normal, carregado de uma possessividade sombria. “A dívida está paga.” Ele se virou para Camila, seus olhos amarelos queimando com intensidade. “Pegue seu ex. Jogue-o no elevador de serviço. A cidade cuidará do resto.”
Ele então caminhou até a mesa, olhou para o corpo manchado por um último momento, e cuspiu no chão ao lado dele. Um gesto de despedida final. A justiça, segundo as regras cruéis de Rafael, havia sido servida. E Camila, sua escrava, havia assistido a tudo.
Capítulo 22
A satisfação sombria de Rafael pairou no ar como um vapor tóxico. Ele olhou para o corpo imóvel de Ketelyn e então para Nix, um ralo de miséria humana vomitando no chão. A justiça estava servida, mas a conta ainda não estava fechada. Não completamente.
“Agora você,” Rafael disse, sua voz voltando-se para Nix, que estremeceu como se tivesse sido chicoteado. “Deita. De costas. Agora.”
Nix, com os olhos esbugalhados de terror, obedeceu. Ele se arrastou para um espaço aberto no chão de concreto, rolando sobre as costas. Suas mãos tremiam violentamente ao puxar as calças para cima, mas ele nem terminou de fechar o zíper.
Rafael então agarrou Camila pelo braço, puxando-a para o centro da sala. Seus olhos amarelos brilhavam com uma luz predatória. “Você, escrava. Sobre ele. Abre as pernas.”
O coração de Camila disparou. Ela olhou para o rosto devastado de Nix, para o corpo que um dia conhecera intimamente, e uma onda de nojo e uma excitação perversa colidiram dentro dela. Ela era o instrumento final da humilhação. Obedecendo, ela se posicionou sobre Nix, seus joelhos afundando no chão frio de cada lado do quadril dele. O couro de sua calça rangia.
“Tire o calção, escrava,” Rafael ordenou, ficando de pé ao lado deles como um espectador onipotente.
Com dedos que não tremiam, Camila desabotoou seu jeans justo e começou a puxá-lo para baixo, junto com a calcinha. O ar frio do loft acariciou sua pele nua. Ela se curvou para frente, permitindo que a roupa deslizasse por suas pernas, e o que foi revelado fez até o ar parado do lugar parecer carregado.
Seu corpo era um contraste brutal com a situação. Quadris exageradamente largos, uma curva pronunciada que se abria como uma ampulheta invertida, sustentando um traseiro imenso, redondo e firme. As nádegas eram plenas, palatáveis, uma obra de arte de carne e tatuagens que dominava completamente a visão. A cintura fina acentuava ainda mais a proporção desmedida, tornando-a simultaneamente uma visão de poder feminino e de vulnerabilidade total. A luz neon suja lambeu a pele pálida e as tatuagens coloridas que desciam por seus flancos.
Rafael deu um passo à frente, seu olhar percorrendo as curvas de Camila com posse crua. Seus dedos encontraram a parte interna de suas cochas, onde uma faixa espessa de silver tape – aquele selo bruto e caseiro – mantinha seu canal vaginal hermeticamente fechado. Preso dentro dela, fermentando há horas com o calor de seu corpo, estava o sêmen que ele havia depositado nela antes de saírem.
“Vou tirar o silver tape dela,” Rafael anunciou, sua voz um aviso baixo e mortal direcionado a Nix, “e você vai tomar tudinho. Cada gota. Cada fio. Se não tomar, se cuspir, se vomitar… vou despedaçar você, parte por parte. E vou começar pelo seu pau inútil. Entendeu?”
Nix fechou os olhos, lágrimas silenciosas escorrendo pelas têmporas. Um soluço abafado foi sua única resposta.
Sem cerimônia, Rafael agarrou uma ponta da fita adesiva prateada. Ele olhou para Camila. “Isso vai doer, minha propriedade.”
Ele puxou.
Foi uma dor aguda e abrasiva, um arrancar violento de pelos e pele sensível. Camila gritou, um som curto e gutural que ecoou no loft. Seu corpo se arqueou, os músculos do abdômen contraindo-se.
E então, com o selo rompido, veio a inundação.
O sêmen, que havia sido mantido preso e quente dentro dela por tanto tempo, não simplesmente escorreu. Ele desabou. Uma torrente espessa, leitosa e opaca, com uma viscosidade aumentada pela fermentação, jorrou de sua abertura inchada e avermelhada. O cheiro era acre, pungente, um odor intensamente sexual e animal que impregnou o ar instantaneamente. A massa cremosa e esbranquiçada fluiu em ondas, escorrendo pelas cochas internas de Camila, formando um caminho brilhante em sua pele pálida antes de começar a pingar.
E pingou diretamente sobre o estômago tenso e a região pélvica de Nix.
*Ploc.*
A primeira gota pesada, quente e espessa, atingiu a camisa suada de Nix.
*Ploc. Ploc.*
Mais seguiam, manchando o tecido e a pele exposta. O fluxo era constante, uma cachoeira degradante da possessão de Rafael caindo sobre o traidor. O corpo de Camila tremia levemente com a liberação, seus músculos íntimos ainda se contraindo espasmodicamente. Ela olhou para baixo, para o rosto de Nix, e viu o horror, o nojo e uma humilhação tão profunda que parecia consumi-lo vivo. E dentro dela, alimentada pelo domínio absoluto de seu Mestre sobre a cena, uma centelha de prazer sombrio e triunfante incendiou suas entranhas.
Rafael observou, um sorriso cruel tocando seus lábios. Ele não precisava dizer mais nada. A lição estava sendo gravada na carne, no odor, na memória. Era o fim de um ciclo. E o início de outro.
Capítulo 23
O silêncio só foi quebrado pelo gotejar persistente e pelo rangido abafado de couro. A torrente de sêmen, quente e espessa, parou de fluir, deixando um rastro brilhante e viscoso na pele de Camila e uma poça crescente no estômago de Nix. O cheiro era opressivo, docemente podre, a marca final de Rafael na carne de ambos.
“Agora,” rugiu Rafael, sua voz cortando o ar como um cutelo. “Lamba. Limpe tudo. Até a última gota.”
Nix, com o rosto uma máscara de terror e nojo, olhou para a massa esbranquiçada em seu torso. Seus lábios tremiam. Um arco reflexo agitou sua garganta.
“Faça,” Camila sussurrou, sua voz rouca, mas inesperadamente firme. Seus quadris largos ainda pairaram sobre ele, uma ameaça e uma lembrança. “Ele não brinca.”
Um soluço desesperado escapou de Nix. Ele fechou os olhos, virou o rosto e, com a língua trêmula, tocou a borda da poça. O sabor o fez engasgar, mas ele continuou, lambendo sua própria camisa e pele com movimentos lentos e animais. Era uma humilhação tão profunda que parecia consumir sua própria alma. Ele limpou tudo, cada fio, cada fio pegajoso, engolindo com dificuldade, até que apenas um brilho úmido e o cheiro permaneceram.
Rafael observou, imóvel, seus olhos amarelos registrando cada tremer de nojo, cada lágrima silenciosa. Quando Nix terminou, ofegante e derrotado, Rafael deu um passo à frente.
“A dívida está paga,” ele declarou, sua voz baixa e final. “Mas traidores não têm lugar no meu mundo.”
Antes que Nix pudesse entender, antes que um último pedido de misericórdia pudesse se formar em seus lábios, a mão de Rafael se moveu. Foi um movimento rápido e econômico, o cromo sob sua pele pulsando. Ele agarrou a cabeça de Nix com uma mão e, com a outra, torceu seu pescoço com um único e cruel movimento rotativo.
O *estalo* foi seco e alto, um som definitivo que ecoou no loft vazio. O corpo de Nix estremeceu uma última vez e depois ficou imóvel, seus olhos ainda abertos, vidrados, fixos no teto.
Rafael soltou o cadáver, que caiu pesadamente no chão ao lado da irmã morta. Ele limpou a mão no couro da coxa e olhou para Camila, que ainda estava ajoelhada, nua da cintura para baixo, sobre o corpo do ex-amante.
“Desça,” ele ordenou, sua voz voltando ao tom de posse crua.
Camila obedeceu, seus joelhos saindo do chão frio. Ela ficou em pé, as pernas trêmulas, e olhou para os dois corpos aos seus pés. Não havia tristeza, apenas um vácuo estranho e uma sensação de conclusão perversa. Rafael se aproximou por trás, suas mãos enormes agarrando seus quadris largos, seus dedos afundando na carne macia de suas nádegas imensas.
“Você foi útil,” ele murmurou em seu ouvido, seu hálito quente contra sua pele. “Minha propriedade cumpriu seu propósito.”
Ele a puxou contra o corpo duro, e ela sentiu a pressão inconfundível de sua ereção contra as costas. A violência, a morte, a humilhação absoluta – tudo se fundiu em uma única corrente de posse. Ela era dele, completamente. E enquanto ele começava a acariciar seu corpo marcado, prometendo com toques brutais o que viria a seguir no santuário privado do loft, Camila soube que aquela era a única verdade que lhe restava. A única que importava.
Capítulo 24
A rua Jig-Jig fervilhava sob uma luz suja de néon, um sopro úmido de desespero e promessas baratas. Rafael arrastou Camila pelos corredores apinhados, sua mão pesada no pescoço dela como uma coleira. O cheiro de óleo quente, carne grelhada e sexo velho impregnava o ar.
A clínica ficava num cubículo apertado, espremido entre um peep-show e um vendedor de órgãos sintéticos. A plinha dizia “Dr. Moreau – Modificações Corporais & Reparos Urgentes”. Dentro, o ar era frio e estéril, contrastando brutalmente com o calor do lado de fora.
O médico não era um homem; era uma aberração. Um torso magro e pálido, desproporcional, sustentado por um exoesqueleto cromado barulhento. Seus braços eram múltiplos, uma teia de tentáculos cirúrgicos e garras mecânicas que se retraíam e se estendiam com um sibilo nervoso. Mas seu rosto, aumentado por lentes ópticas grotescas, era o pior. A pele estava manchada e mal costurada, os olhos, por trás das lentes, brilhavam com um fanatismo úmido e lascivo.
Esses olhos fixaram-se em Camila no instante em que ela cruzou a porta. Eles percorreram sua nudez sob o casaco aberto, a curva de seus quadris largos, o brilho das argolas em seus seios. Uma língua úmida e pontiaguda passou pelos lábios costurados.
“Rafael,” o médico sibilou, a voz um zumbido metálico. “Trouxe um trabalho… e um petisco.”
Rafael empurrou Camila para a frente, para a luz crua da lâmpada cirúrgica. “Os implantes de boneca. O pacote completo. Sistema de controle neural, sensores de feedback erótico, dutos de lubrificação internos. Agora.”
Moreau riu, um som de engrenagens rangendo. Uma de suas garras mecânicas se estendeu e tocou o quadril de Camila, o metal frio contra sua pele quente. Ela estremeceu, mas não recuou.
“Posso fazer, Rafael… claro que posso,” ele sibilou, os olhos vidrados na buceta de Camila, visível entre suas coxas abertas. “Mas o preço é flexível… Eu quero trepar com ela. Enquanto faço a cirurgia. Quero sentir essa carne nova por dentro… enquanto a remodelo por dentro.”
Rafael permaneceu imóvel, seu rosto uma máscara de granito. Ele olhou para Camila, seus olhos amarelos buscando qualquer traço de hesitação. Havia apenas resignação e um brilho perverso de curiosidade. Ela pertencia a ele, e isso incluía seu uso como moeda.
Ele deu um aceno brusco com a cabeça. “Faça. Mas você a toca apenas onde e como eu permitir. Um deslize, e eu arranco seus tentáculos um a um.”
O riso de Moreau tornou-se um cacarejo de excitação. Ele ordenou com um assobio, e uma maca metálica deslizou do chão. “Deite-se, querida. De costas. Pernas abertas. Vamos começar pela preparação neural… será mais divertido se você estiver acordada.”
Sob o olhar pesado de Rafael, Camila deitou-se no metal gelado. As cintas automáticas cerraram-se em seus pulsos e tornozelos, imobilizando-a. Moreau pairou sobre ela, suas garras sibilando. Uma seringa longa e fina emergiu de um tentáculo e afundou-se na lateral do pescoço de Camila sem cerimônia. Um líquido frio correu por suas veias, um estimulante neural que a manteve alerta, mas mergulhou seus sentidos em um foco aguçado e doloroso.
Ele começou a trabalhar, suas ferramentas zumbindo. Uma broca fina perfurou a têmpora de Camila, e ela sentiu uma agulha fria de dor seguida por uma estranha sensação de formigamento que se espalhou por seu crânio. Enquanto isso, outro tentáculo, equipado com um sensor tátil úmido e parecido com um dedo, deslizou entre suas coxas.
“Ahhh… perfeita,” Moreau suspirou, enquanto o dedo mecânico esfregava seu clitóris com uma precisão obscena. Camila prendeu a respiração, um gemido preso em sua garganta. O prazer era agudo, artificial, misturado com a dor surda da perfuração em sua cabeça.
Rafael observava, de braços cruzados, seus olhos fixos no ponto onde o metal encontrava a carne. Ele viu os olhos de Camila se arregalarem, sentiu a tensão em seu corpo preso. O médico trabalhava rápido, inserindo o primeiro implante em uma incisão limpa acima da virilha de Camila, enquanto seu tentáculo continuava a massagear e penetrar sua buceta com movimentos circulares e penetrantes. O som úmido e metálico preenchia a sala.
E então, com um rangido de motores, Moreau posicionou-se. Seu exoesqueleto se reconfigurou, e uma prótese fálica, fria e feita de polímero preto, estendeu-se de sua armadura. Ele alinhou-a com a entrada já úmida e esticada de Camila.
“Permissão, mestre?” o médico sibilou, seus olhos loucos voltados para Rafael.
Rafael deu um único passo à frente. Sua mão agarrou a nuca de Moreau, não para puxá-lo para longe, mas para mantê-lo no lugar. Seus olhos encontraram os de Camila, presos, brilhando com uma mistura de dor, excitação e submissão absoluta.
“Prossiga,” Rafael ordenou, sua voz um rugido baixo. “E faça um bom trabalho. Minha propriedade precisa estar operacional.”
Capítulo 25
O dedo de polímero de Moreau retraiu-se do corpo de Camila com um ruído úmido. Sua prótese fálica, negra e impessoal, permaneceu alinhada com a entrada da buceta dela, que pulsava visivelmente sob a luz crua.
Os olhos de Rafael, amarelos e imóveis, fixaram-se no médico. A mão que segurava a nuca da aberração apertou, os dedos afundando na carne fria e mal costurada.
“Prossiga,” Rafael repetiu, o rugido mais baixo, mais carregado. “Mas quero anestesia nela. Gosto dessa boneca e ela vai ser minha de uso exclusivo.” Ele inclinou-se, seu hálito quente batendo nas lentes ópticas de Moreau. “Mas quero ver você foder e fazer tuas putarias com ela. Quero ver cada voltinha, cada brincadeira suja que essa mente doentia inventar. Enquanto você mexe no cérebro e na carne dela. Faça valer meu dinheiro.”
Um tremor de puro êxtaso percorreu o corpo trêmulo de Moreau. “S-sim… claro, mestre.”
Um tentáculo sibilou, uma nova seringa emergindo. Ele a enterrou na veia jugular de Camila. O líquido que entrou era frio e denso. Em segundos, um peso plácido dominou os membros dela. A dor aguda dos procedimentos neuronais desvaneceu-se, substituída por uma sensação difusa de flutuação. Seus olhos permaneceram abertos, vidrados no teto, mas o foco sumiu. Ela via Rafael e Moreau como sombras dançantes, ouvia os sons como se fossem abafados por algodão. Seu corpo, porém, permaneceu sensível. Hyper-sensível. Cada toque era amplificado, transformado em um eco elétrico que percorria sua espinha.
Satisfeito, Rafael soltou Moreau e recuou um passo, cruzando os braços massivos sobre o peito. Seu rosto era uma escultura de expectativa lasciva.
O Dr. Moreau não perdeu tempo. Com um grunhido de engrenagens, sua prótese negra avançou. A ponta, fria e lisa, pressionou os lábios inchados e úmidos de Camila. Ele não a penetrou de uma vez. Ele esfregou, colocando pressão no clitóris dormente e anestesiado, fazendo o nubente carne estremecer involuntariamente. Um fio de lubrificação artificial, misturado com seus próprios fluidos, escorreu pela prótese.
Então, com um movimento deliberado e lento, ele afundou.
A anestesia não bloqueava a sensação, apenas a dor. Camila sentiu a invasão em detalhes vívidos e grotescos. A pressão imensa, a maneira como o polímero preto abria seu canal, se encaixando perfeitamente contra suas paredes internas. Um gemido baixo e rouco escapou de sua garganta, mais um reflexo do que qualquer emoção compreensível.
Moreau começou a bombear. *Shhh-click. Shhh-click.* O som rítmico do pistão hidráulico de seu exoesqueleto preencheu a sala, sincronizado com as investidas duras e mecânicas da prótese na buceta de Camila. A cada entrada, seu corpo era sacudido para frente contra as cintas. A carne rosa e úmida era distendida, abraçando o objeto frio.
Enquanto isso, suas outras garras trabalhavam. Um broca cirúrgica zumbia, abrindo um pequeno orifício atrás da orelha de Camila para inserir um receptor neural. Outra ferramenta, uma espécie de agulha de tecido, suturava rapidamente a incisão acima de sua virilha, fechando-a em torno da base do primeiro implante de boneca. O trabalho era preciso, obsceno, uma sinfonia de violação médica e sexual.
Rafael observava, imóvel. Seus olhos percorriam o corpo de Camila, preso e usado. Ele via a buceta dela, aberta e brilhante, sendo perfurada pelo pistão negro. Via os seios, com os piercings de metal tremendo a cada impacto. Via o rosto dela, sereno e vazio, os olhos azuis sem foco mas úmidos. Uma veia pulsava em sua têmpora. Seu próprio pau, confinado dentro do couro, latejava com uma necessidade brutal. A visão era exatamente o que ele queria: sua propriedade, sendo remodelada, sendo usada por outro, mas sempre, sempre sob seu controle absoluto. Ele estava forjando-a, através dessa humilhação técnica, no instrumento perfeito.
Moreau aumentou o ritmo. O *shhh-click* tornou-se um zumbido constante. A prótese movia-se tão rápido que ficava borrada, martelando o fundo de Camila com uma força que faria um homem comum gritar. Os fluidos dela, lubrificantes naturais e artificiais, espumaram em torno da base, criando uma espuma suja e branca. Uma de suas garras mecânicas desceu, e um sensor tátil em forma de dedo encontrou o ânus da mulher. Com a mesma falta de cerimônia, ele começou a circular a entrada apertada, pressionando, preparando.
Ele olhou para Rafael, seus olhos loucos brilhando atrás das lentes. “O canal anal… devo prepará-lo também, mestre? Para receber… hóspedes?”
Rafael não sorriu. Seus lábios finos apenas se separaram. “Sim. Prepare tudo. Deixe-a pronta para qualquer uso.”
Capítulo 26
O dedo-tentáculo de Moreau, agora lubrificado com um gel espesso e frio, pressionou contra o ânus de Camila. A anestesia havia feito seu trabalho, suprimindo o alarme da dor, mas não a sensação da invasão. Ela sentiu o polímero escorregadio forçar a entrada, esticando o músculo anelar com uma pressão constante e implacável. Um gemido gutural escapou de seus lábios, seu corpo arqueando contra as cintas.
Enquanto isso, a prótese fálica principal não parava. *Shhh-click. Shhh-click.* Continuou a perfurar sua buceta com um ritmo metronômico, a espuma de fluidos agora manchando sua virilha e as coxas. Moreau trabalhava com uma eficiência doentia. Uma de suas garras, equipada com um injetor de nanopolímero, posicionou-se na entrada já dilatada e macerada da vagina de Camila.
“O primeiro implante, mestre,” ele anunciou, sua voz um sussurro eletrônico de êxtase. “Microfilamentos de biogel com memória tátil. Eles se integrarão às paredes mucosas e, sob comando neural, simularão… movimentos independentes. Uma floresta de tentáculos minúsculos dentro dela.”
Com um som abafado, o injetor disparou. Camila sentiu uma onda de calor intenso e alienígena inundar seu canal. Não era dor. Era uma sensação de preenchimento, de algo se infiltrando, se enraizando. Sua buceta pulsou violentamente ao redor da prótese de Moreau, como se tentasse expulsar o invasor duplo. Os microfilamentos começaram a se mover, um formigamento erótico e profundo que fez seus olhos virarem para trás, um novo tipo de gemido, confuso e cheio de prazer involuntário, preso em sua garganta.
Rafael observou, seu próprio pau latejando com tanta força que parecia querer rasgar o couro. Ele viu a expressão de Camila mudar, o vazio anestesiado dando lugar a uma confusão sensorial intensa. Ela estava sentindo. Estava sentindo tudo.
A garra retirou-se. Moreau então trocou de ferramenta. Um dispositivo em forma de ovo, metálico e frio, foi guiado até a mesma entrada. “O Reparatrom uterino, com regulador de gravidez,” ele explicou, enquanto o objeto era inserido profundamente, além do ponto onde a prótese batia. Camila deu um solavanco. Ele parou no fundo, encaixando-se no colo do útero. “Ele manterá o tecido intacto, regenerando micro-lacerações instantaneamente. E este interruptor,” ele apontou para um pequeno botão virtual em seu painel de controle, “ativa ou desativa a receptividade do útero. Ela só engravidará quando você permitir, mestre.”
Um sorriso cruel finalmente tocou os lábios de Rafael. Perfeito.
“E o aborto?” Rafael perguntou, a voz rouca.
Moreau acionou uma sequência em seu terminal. Um zumbido baixo emanou de dentro de Camila. Ela sentiu um calor diferente, focalizado e limpo, no fundo de seu ventre. Uma leve cãibra, depois uma sensação de vazio úmido. Um filete de fluido rosado e espesso escorreu pela coxa dela, misturando-se aos outros líquidos. A gravidez de ontem – aquela semente de posse crua – foi dissolvida, apagada em segundos pela tecnologia. O útero dela estava limpo, intacto e… esperando.
“Concluído,” sussurrou Moreau. “Agora, o implante de boneca. Para resistência estrutural e… capacidade de resposta.”
A última peça foi um cilindro de bioplástico maleável. Moreau o inseriu no ânus já preparado de Camila, empurrando-o além do esfíncter. Ao atingir a profundidade correta, o cilindro se expandiu suavemente, ancorando-se. Camila sentiu um novo peso interno, uma solidez que prometia suportar qualquer coisa. Seu corpo agora não quebraria. Aguentaria.
A prótese de Moreau, enfim, retraiu-se da buceta dela com um som úmido e final. O trabalho estava feito. Camila ficou lá, presa, respiração ofegante, seu corpo transformado em um playground de alta tecnologia, úmido, aberto e completamente refeito para um único propósito: servir.
Rafael se aproximou. Seus olhos amarelos percorreram cada centímetro do corpo marcado e modificado dela. A necessidade nele era uma fera solta. Ele desabotoou seu jeans, e seu pau surgiu – uma aberração de carne e cromo, grotescamente aumentada e reforçada pelo Mr. Studd, veias pulsando de desejo cruel.
Ele não a tirou da mesa. Simplesmente se posicionou na ponta, a cabeça enorme de seu membro pressionando a entrada ainda tremula e super-sensível da buceta dela.
“Vamos testar seus novos brinquedos, putinha,” ele rosnou. E então, ele a enterrou.
Capítulo 27
A cabeça monstruosa do pau de Rafael pressionou contra a entrada ainda úmida e tremula. Com um único e implacável movimento para dentro, ele se enterrou até o fim, mas não com a fúria destrutiva de antes. Foi uma tomada de posse ritualística, profunda e absoluta.
Sua cadência começou, um ritmo poderoso e inescapável. Cada investida era uma afirmação, a cabeça reforçada de seu membro encontrando o colo do útero dela com um impacto que fazia seu corpo todo estremecer sobre a mesa fria. *Ploc. Ploc.* O som úmido agora vinha de dentro, dos fluidos sendo trabalhados pelos novos microfilamentos que se agitavam em resposta, massageando o pau dele por dentro. Camila arqueou as costas, um gemido longo e rouco escapando de seus lábios. Não era dor. Era o prazer avassalador de um corpo remodelado para receber exatamente aquilo, a sensação de ser perfeitamente preenchida até o limite mais íntimo.
Rafael inclinou-se sobre ela, seus olhos amarelos fixos nos dela. Cada embate era um "beijo" no útero, uma marca de posse no local mais profundo de sua existência. Ela podia sentir a textura áspera das veias dele raspando contra as paredes super-sensíveis, o calor do biogel dentro dela aumentando em resposta. Seus quadris encontravam os dele com um baque surdo de carne contra carne, o som do domínio.
O ritmo aumentou, tornando-se uma percussão frenética de posse. O rosto de Camila era uma máscara de êxtase confuso, lágrimas de pura sobrecarga sensorial escorrendo pelas têmporas. O Reparatrom uterino trabalhava, regenerando instantaneamente o tecido sob o assalto, permitindo que a violência do prazer continuasse indefinidamente. Ela estava sendo fodida para além dos limites humanos, e seu corpo, agora aperfeiçoado, apenas respondia com mais tesão, mais lubrificação, mais submissão.
Rafael rosnou, um som animal que vinha do fundo do peito. Seus quadris enrijeceram, cravando-se nela uma última vez, fundos, e ele explodiu. A onda de porra quente inundou o canal preparado, jato após jato espesso preenchendo cada dobra, cada centímetro do espaço que seus novos implantes criaram. Camila sentiu o calor se espalhar, uma marca líquida e primordial. Seu próprio corpo convulsionou em um orgasmo silencioso e violento, suas paredes internas se contraindo em espasmos mecânicos e biológicos ao redor dele, ordenhando cada última gota.
Ele permaneceu enterrado nela por um longo momento, ofegante, sentindo as últimas pulsações. Então, lentamente, retirou-se. Um fluxo copioso de sua semente branca e dos fluidos dela escorreu pela mesa, pingando no chão sujo.
Sem se virar, Rafael ordenou, a voz rouca da exaustão e do poder: "Moreau. A fita. Prateada."
O médico-sombra suspirou, um som de decepção eletrônica. "Achei que ia até o talo... que ia ver o espetáculo completo desta maravilha."
Rafael se virou, seu olhar uma lâmina. "Minha intimidade e de minha Camila é só minha e dela." Ele fez uma pausa, seus olhos cortando para a mulher ainda presa e tremula. "Não é, Camila?"
Seus olhos azuis, turvos e distantes, focaram nele. Da sua garganta arranhada saiu um sussurro rouco, a única verdade que restava. "É só sua. É tudo seu."
Um silêncio pesado preencheu a sala, quebrado apenas pelo zumbido dos equipamentos e pela respiração ofegante de Camila. Moreau, derrotado, pegou um rolo de fita cirúrgica prateada e reflexiva. Com movimentos hábeis, ele limpou rapidamente a área e aplicou uma tira larga e adesiva sobre a vulva de Camila, selando-a completamente. Nada sairia. Tudo que Rafael depositou nela ficaria lá, absorvido, uma lembrança física de sua posse.
Ela ficou ali, marcada por dentro e por fora, finalmente completa. Sua jaula agora era seu próprio corpo.
Capítulo 28
A fita prateada reluzia sob a luz fria do neon que vazava pela janela suja. Camila estava imóvel sobre a mesa, os seios subindo e descendo em um ritmo lento. O biogel dentro dela trabalhava, absorvendo, processando. Ela sentia o peso quente de Rafael em seu ventre, uma marca viva.
Foi então que um som de arranhões finos chamou a atenção. Moreau, aquele vulto de jaleco sujo e membros alongados, se aproximou como uma aranha hesitante. Seus olhos cibernéticos piscavam, fixos no rosto de Camila, na porra e nos fluidos que manchavam sua pele pálida.
Ele se voltou para Rafael, sua voz um sussurro eletrônico e ansioso. “Senhor Rafael… Uma pergunta. Um último desejo, antes que ela se vá.” Ele engoliou seco, os dedos esqueléticos se torcendo. “Esta… esta obra-prima. Esta paisagem humana refeita. Seria… seria permitido que eu… que eu gozasse nesse rosto? Apenas no rosto. Para marcar a arte com o admiração do artesão. É tudo.”
Rafael, que estava vestindo seu colete, parou. Seus olhos amarelos passaram de Moreau para Camila. Seu rosto era uma máscara de pedra. Lentamente, um sorriso cruel desenhou-se em seus lábios.
“Pergunte a ela,” ele disse, a voz grave ecoando na sala abafada. “Ela é minha propriedade. Mas dentro do meu domínio, ela tem voz. Pergunte se ela aceita. Se ela disser sim, pode.”
Moreau tremulou, uma mistura de excitação e medo. Ele se ajoelhou ao lado da mesa, seu rosto próximo ao de Camila. Ela virou a cabeça com dificuldade, seu olhar turvo encontrando o dele.
“Menina… Camila,” ele sussurrou, quase reverente. “Você ouviu. Eu… eu quero pintar seu rosto com minha admiração. É apenas isso. Você permite? Diga sim, e será rápido. Diga não, e eu me afasto.”
Camila piscou lentamente. A névoa dos analgésicos e do êxtase forçado ainda a envolvia, mas uma faísca de consciência brilhou em seus olhos azuis. Ela olhou para Rafael, que observava, impassível. Aquilo era outro teste. Outra camada de submissão. Aceitar a humilhação de um estranho, porque seu dono permitiu a pergunta. Porque ele queria ver sua escolha.
Seus lábios rachados se separaram. A voz saiu fraca, mas clara.
“Sim.”
A palavra ainda ecoava no ar quando Moreau emitiu um grunhido de triunfo. Sua mão trêmua abriu o jaleco, revelando um membro pálido e modificado, pontilhado de fios metálicos. Ele não a tocou. Apenas se posicionou sobre seu rosto, uma sombra grotesca contra o neon.
“Lindo… perfeito,” ele gemia, sua mão se movendo freneticamente. “A aceitação é a pincelada final…”
Camila fechou os olhos. Ela sentiu o calor primeiro, depois o jato espesso e quente atingindo sua testa, escorrendo pelas pálpebras, pela ponte do nariz, manchando seus lábios. *Ploc. Ploc.* Gotas mais pesadas pingaram em suas bochechas. Cheirava a produtos químicos e carne podre. Ela permaneceu imóvel, respirando pela boca, aceitando a pintura.
Quando acabou, Moreau recuou, ofegante. “Obrigado… obrigado.”
Rafael deu um passo à frente. “Cumpra sua parte. Limpe-a.”
Com movimentos súbitos e eficientes, como se temesse que a permissão expirasse, Moreau pegou panos limpos e um líquido desinfetante. Ele limpou o rosto de Camila com um cuidado quase profissional, removendo cada traço de sua intrusão. Em seguida, soltou as amarras de seus pulsos e tornozelos.
Camila tentou se sentar, seus músculos respondendo com lentidão. Rafael se aproximou, pegou as roupas de couro que estavam em uma cadeira – o top, a calça, as botas. Ele a vestiu, suas mãos grandes e brutais realizando a tarefa com uma posse prática. Cada peça de roupa era uma nova camada de sua identidade como propriedade dele.
Quando ela ficou de pé, as pernas ameaçaram ceder. O mundo girou. Rafael não hesitou. Ele a envolveu com um braço, depois a ergueu no colo como se ela não pesasse mais que um casaco. Ela enterrou o rosto no pescoço dele, o cheiro de couro, suor e metal inundando seus sentidos.
“O pagamento está na mesa, Moreau,” Rafael disse, virando-se para a porta. “E esqueça o rosto dela. É meu.”
Ele carregou Camila para fora do consultório úmido, para a noite eterna de Kabuki. A chuva tinha parado, deixando o ar pesado e oleoso. Ele caminhou pelos becos familiares, sua carga adormecendo em seus braços, o corpo dela ainda quente das modificações e das violações, o rosto limpo, mas marcado por dentro por cada escolha que ele lhe permitira fazer. O muquifo deles aguardava, mais uma cela em uma cidade de celas.